Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

O João e a Maria: A Gritaria da Professora II Parte

Dito e feito: a Maria à frente, os outros logo atrás dela, firmes, prontos para o que desse e viesse. A Maria abriu a porta, com a força do grupo que a seguia foi empurrada para dentro da sala e entraram todos de roldão, por ali fora, para grande espanto e divertimento da turma que estava silenciosa, de castigo, tristemente à espera que o intervalo passasse. A professora não queria acreditar no que os seus olhos viam, levantou-se da sua cadeira, autoritária e… gritou, gritou, gritou!
Gritou tanto que se ouviu lá em baixo, subiram alunos e professores, assustados, convencidos que estava a acontecer alguma desgraça. Foi uma confusão completa que só acalmou com a autoridade da Directora, que mandou os meninos para o recreio e levou a professora para a sala de professores, fechou a porta, deu-lhe um chá e teve uma conversa séria com ela.
Cá em baixo, no pátio do recreio era uma excitação, todos a tentarem explicar ao mesmo tempo o que tinha acontecido. A Maria e os amigos eram os heróis do dia. A história, como todas as histórias que passam de boca em boca já estava ampliada. Já se dizia que tinha havido pedidos de socorro, meninos mal dispostos e coisas assim. Finalmente foram acalmando, cada um foi para a sua sala. O 1º B ficou com uma auxiliar até ao fim das aulas. A professora não voltou.
Bom, a professora Albertina não voltou nessa manhã nem nas seguintes. Parece que, na conversa que tiveram a seguir ao incidente, a Directora percebeu que ela estava doente, deprimida e sem forças para trabalhar. Como estava a obrigar-se a trabalhar apesar de se sentir mal, acabara por fazer uma série de coisas parvas que não faria, se estivesse com a cabeça no lugar. Por isso foi para casa uns tempo, descansar e tratar-se.
Para os seus alunos temporários foi um alívio. Veio uma nova substituta, que por acaso foi um substituto, simpático e que jogava futebol com eles nos intervalos. O Pedro, o maior amante de futebol da turma, nem queria acreditar e o novo professor ficou para sempre no seu coração, mesmo quando, alguns meses depois, a professora Maria João voltou, sempre querida mas menos redonda.
Fim

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