Escrita a partir das histórias contadas por um grupo de pais e mães.
NARRADOR: Terminou a escola primária dos nossos filhos e nós quisemos contribuir para a celebração desta data. Um grupo de pais reuniu-se e pôs-se a pensar: como é que nós vemos estes quatro anos?
Toda a gente tinha alguma coisa para dizer:
- Ai, a entrada às 8H00 da manhã! - disse uma mãe.
- Ai, os lanches! – disse outra.
- Ai, os trabalhos de casa!
- Ai, a escolha da roupa!
- Ai, os bonés perdidos!
Mas depois alguém perguntou:
- Esperem lá, mas foram só ais? Só dificuldades?
- Só dificuldades? – exclamou outro pai – Nem pensar. Foi bom, muitas vezes até foi divertido. Cresceram tanto, os nossos miúdos!
E todos os pais voltaram a falar:
- Aprenderam a ler e a escrever e até já fazem poesias!
- Pensaram e resolveram uns problemas de matemática muito esquisitos que as professoras mandavam para casa!
- Nos desfiles de Carnaval iam tão giros!
- Portaram-se tão bem com os afilhados!
- Arranjaram tantos amigos!
NARRADOR: Então com todas as coisas que os pais disseram fizemos esta peça. É composta por algumas cenas do dia a dia destes 4 anos que nós vamos recordar com carinho.
Começamos com uma adivinha:
“Quem é, quem é, que à noite nunca se quer deitar e de manhã nunca se quer levantar? Vocês sabem, não sabem?”
Espera-se que as crianças respondam e depois o narrador continua:
E agora a primeira cena. São 7 da manhã e vejam o que acontece:
CENA 1:
Está uma pessoa (pode ser com um boné na cabeça, para se perceber que é um filho) recostada numa cadeira tapada com uma mantinha e a dormir. Chega a mãe que faz os gestos de abrir as cortinas e vai acordar o filho:
MÃE: Acorda, filho, são horas de levantar.
FILHO (Abre os olhos, esfrega-os, faz um ar ensonado): Quero dormir mais um bocadinho.
MÃE: Levanta-te, veste-te, vou preparar o pequeno-almoço
Quando a mãe se afasta o filho volta a encostar-se
A mãe volta e repete: “Vamos, levanta-te” e o filho levanta-se e finge que se está a vestir.
Logo que a mãe se afasta o filho recosta-se. Repete-se a cena um total de 3 vezes.
Entretanto está uma televisão em fundo a dar as notícias do trânsito da manhã e entre outras coisas diz “Está sinal verde na zona de Carnide”, o filho levanta-se e vai ter com a mãe a gritar:
FILHO: MÃE, mãe, depressa, vamos embora, está sinal verde em Carnide!!
Entra o NARRADOR:
É duro sair da cama às 7 da manhã. Mas depois há mais. Vejam a cena da roupa:
CENA 2:
MÃE: Pronto, filha, agora que já acabaste o pequeno-almoço vai acabar de te vestir.
FILHA: Mas eu já estou vestida.
MÃE: Tens a certeza? Queres mesmo levar esse top e esses calções?
FILHA: Sim, não me ficam bem?
MÃE: Ficam-te bem, mas achas que é mesmo a melhor roupa para hoje que é Janeiro e estão 5º?
FILHA: Mas eu não tenho frio.
MÃE (com um ar espantado) Ah bom!
NARRADOR: Esta é mais com as meninas, não é?
Mas antes de sair de casa de manhã ainda há outra cena! É o lanche:
CENA 3:
A mãe tem uma lancheira na mão. O filho tem a mochila às costas.
MÃE: Não te esqueças do lanche.
FILHO (ou filha, consoante tivermos actores femininos ou masculinos): O que é?
MÃE: É um iogurte.
FILHO: Não quero, quero antes um pão.
MÃE: È um pão.
FILHO: Não quero, antes uma fruta.
MÃE: É uma fruta.
FILHO: Antes quero um sumo…
MÃE: É um sumo.
FILHO: Antes quero bolachas…
A mãe finalmente senta-se, começa a comer o lanche e diz: está bom!
O filho aproxima-se, senta-se também e partilham a comida. Entra o narrador enquanto eles acabam a comida.
NARRADOR: Era depois de resolver o lanche que estava tudo pronto, não era? E lá iam os miúdos para a escola.
Depois à tarde às vezes também havia umas surpresas. Vamos ver:
CENA 4:
O filho tira um envelope da mochila e dá ao pai. O pai abre, desdobra, lê.
PAI: António, isto é um recado da professora para ir lá à escola falar com ela. O que é que aconteceu?
FILHO: Conheces o João?
PAI: Sim, aquele teu colega que também gosta muito de jogar à bola.
FILHO: Esse mesmo.
PAI: E o que é que isso tem a ver com o recado da professora?
FILHO: Sabes que ele não gosta de perder?
PAI: Sim??! Não sabia.
FILHO: Sabes que eu também não gosto de perder!
PAI: Sim?! Mas realmente isso tem alguma coisa a ver com o recado da professora?
FILHO: Eu acho que tem…
PAI: Como assim?
FILHO: É que eu e o João estávamos na aula a discutir por causa do jogo do recreio e ela disse: Vocês fazem-me perder a cabeça!! E depois mandou esse recado para casa. Eu acho que a professora também não gosta de perder.
(O PAI senta-se, com uma atitude tipo “fiquei sem palavras”)
NARRADOR:
Foram alguns incidentes! Agora até nos podemos rir deles, acabou por correr quase tudo bem.
Mas nestes quatro anos fomos sobretudo pais orgulhosos dos nossos filhos. Eles estavam sempre tão giros, nos teatros de Natal, nos desfiles de Carnaval! Às vezes exagerámos e fizemos cada figura, não foi? Ora vejam:
CENA 5
Está um grupo de miúdos a cantar em coro e 3 ou 4 “pais” com máquinas fotográficas a tirarem muitas fotos colocando-se nas posições mais estranhas, colocando-se muito em cima dos cantores e tapando a visão uns dos outros.
MIÚDOS-CANTORES: MARGARIDA, PEDRO, PAULA, CRISTINA E QUEM VIER E SE QUISER JUNTAR.
MÚSICO: PAULO
PAIS FOTOGRAFOS EXAGERADOS: ISABEL, JÚLIA E QUEM VIER MAIS E SE QUISER JUNTAR.
CANÇÃO PARA O GRUPO CANTAR NESTA CENA:
Toda a gente tinha alguma coisa para dizer:
- Ai, a entrada às 8H00 da manhã! - disse uma mãe.
- Ai, os lanches! – disse outra.
- Ai, os trabalhos de casa!
- Ai, a escolha da roupa!
- Ai, os bonés perdidos!
Mas depois alguém perguntou:
- Esperem lá, mas foram só ais? Só dificuldades?
- Só dificuldades? – exclamou outro pai – Nem pensar. Foi bom, muitas vezes até foi divertido. Cresceram tanto, os nossos miúdos!
E todos os pais voltaram a falar:
- Aprenderam a ler e a escrever e até já fazem poesias!
- Pensaram e resolveram uns problemas de matemática muito esquisitos que as professoras mandavam para casa!
- Nos desfiles de Carnaval iam tão giros!
- Portaram-se tão bem com os afilhados!
- Arranjaram tantos amigos!
NARRADOR: Então com todas as coisas que os pais disseram fizemos esta peça. É composta por algumas cenas do dia a dia destes 4 anos que nós vamos recordar com carinho.
Começamos com uma adivinha:
“Quem é, quem é, que à noite nunca se quer deitar e de manhã nunca se quer levantar? Vocês sabem, não sabem?”
Espera-se que as crianças respondam e depois o narrador continua:
E agora a primeira cena. São 7 da manhã e vejam o que acontece:
CENA 1:
Está uma pessoa (pode ser com um boné na cabeça, para se perceber que é um filho) recostada numa cadeira tapada com uma mantinha e a dormir. Chega a mãe que faz os gestos de abrir as cortinas e vai acordar o filho:
MÃE: Acorda, filho, são horas de levantar.
FILHO (Abre os olhos, esfrega-os, faz um ar ensonado): Quero dormir mais um bocadinho.
MÃE: Levanta-te, veste-te, vou preparar o pequeno-almoço
Quando a mãe se afasta o filho volta a encostar-se
A mãe volta e repete: “Vamos, levanta-te” e o filho levanta-se e finge que se está a vestir.
Logo que a mãe se afasta o filho recosta-se. Repete-se a cena um total de 3 vezes.
Entretanto está uma televisão em fundo a dar as notícias do trânsito da manhã e entre outras coisas diz “Está sinal verde na zona de Carnide”, o filho levanta-se e vai ter com a mãe a gritar:
FILHO: MÃE, mãe, depressa, vamos embora, está sinal verde em Carnide!!
Entra o NARRADOR:
É duro sair da cama às 7 da manhã. Mas depois há mais. Vejam a cena da roupa:
CENA 2:
MÃE: Pronto, filha, agora que já acabaste o pequeno-almoço vai acabar de te vestir.
FILHA: Mas eu já estou vestida.
MÃE: Tens a certeza? Queres mesmo levar esse top e esses calções?
FILHA: Sim, não me ficam bem?
MÃE: Ficam-te bem, mas achas que é mesmo a melhor roupa para hoje que é Janeiro e estão 5º?
FILHA: Mas eu não tenho frio.
MÃE (com um ar espantado) Ah bom!
NARRADOR: Esta é mais com as meninas, não é?
Mas antes de sair de casa de manhã ainda há outra cena! É o lanche:
CENA 3:
A mãe tem uma lancheira na mão. O filho tem a mochila às costas.
MÃE: Não te esqueças do lanche.
FILHO (ou filha, consoante tivermos actores femininos ou masculinos): O que é?
MÃE: É um iogurte.
FILHO: Não quero, quero antes um pão.
MÃE: È um pão.
FILHO: Não quero, antes uma fruta.
MÃE: É uma fruta.
FILHO: Antes quero um sumo…
MÃE: É um sumo.
FILHO: Antes quero bolachas…
A mãe finalmente senta-se, começa a comer o lanche e diz: está bom!
O filho aproxima-se, senta-se também e partilham a comida. Entra o narrador enquanto eles acabam a comida.
NARRADOR: Era depois de resolver o lanche que estava tudo pronto, não era? E lá iam os miúdos para a escola.
Depois à tarde às vezes também havia umas surpresas. Vamos ver:
CENA 4:
O filho tira um envelope da mochila e dá ao pai. O pai abre, desdobra, lê.
PAI: António, isto é um recado da professora para ir lá à escola falar com ela. O que é que aconteceu?
FILHO: Conheces o João?
PAI: Sim, aquele teu colega que também gosta muito de jogar à bola.
FILHO: Esse mesmo.
PAI: E o que é que isso tem a ver com o recado da professora?
FILHO: Sabes que ele não gosta de perder?
PAI: Sim??! Não sabia.
FILHO: Sabes que eu também não gosto de perder!
PAI: Sim?! Mas realmente isso tem alguma coisa a ver com o recado da professora?
FILHO: Eu acho que tem…
PAI: Como assim?
FILHO: É que eu e o João estávamos na aula a discutir por causa do jogo do recreio e ela disse: Vocês fazem-me perder a cabeça!! E depois mandou esse recado para casa. Eu acho que a professora também não gosta de perder.
(O PAI senta-se, com uma atitude tipo “fiquei sem palavras”)
NARRADOR:
Foram alguns incidentes! Agora até nos podemos rir deles, acabou por correr quase tudo bem.
Mas nestes quatro anos fomos sobretudo pais orgulhosos dos nossos filhos. Eles estavam sempre tão giros, nos teatros de Natal, nos desfiles de Carnaval! Às vezes exagerámos e fizemos cada figura, não foi? Ora vejam:
CENA 5
Está um grupo de miúdos a cantar em coro e 3 ou 4 “pais” com máquinas fotográficas a tirarem muitas fotos colocando-se nas posições mais estranhas, colocando-se muito em cima dos cantores e tapando a visão uns dos outros.
MIÚDOS-CANTORES: MARGARIDA, PEDRO, PAULA, CRISTINA E QUEM VIER E SE QUISER JUNTAR.
MÚSICO: PAULO
PAIS FOTOGRAFOS EXAGERADOS: ISABEL, JÚLIA E QUEM VIER MAIS E SE QUISER JUNTAR.
CANÇÃO PARA O GRUPO CANTAR NESTA CENA:
A Fisga - Rio Grande
Trago a fisga no bolso de trás
E na pasta o caderno dos deveres.
E na pasta o caderno dos deveres.
Mestre-escola, eu sei lá se sou capaz
De escolher o melhor dos dois saberes.
Meu pai diz que o Sol é que nos faz;
Minha mãe manda-me ler a lição
Minha mãe manda-me ler a lição
Mestre-escola, eu sei lá se sou capaz,
Faz-me falta ouvir outra opinião.
Eu até nem sequer sou mau rapaz,
Com maneiras até sou bem mandado.
Mestre-escola diga lá se for capaz,
P'ra que lado é que me viro. P'ra que lado?
Trago a fisga no bolso de trás
E na pasta o caderno dos deveres.
Mestre-escola, eu sei lá se sou capaz
De escolher o melhor dos dois saberes.
FINAL:
Quando a canção vai pela primeira vez em faz-me falta ouvir outra opinião os fotógrafos exagerados juntam-se ao grupo que já estava a cantar e terminam a canção todos juntos.
FINAL:
Quando a canção vai pela primeira vez em faz-me falta ouvir outra opinião os fotógrafos exagerados juntam-se ao grupo que já estava a cantar e terminam a canção todos juntos.
NARRADOR :
E pronto! Escolhemos estas cenas, como podíamos ter escolhido muitas outras que fizeram parte do nosso dia-a-dia dos últimos quatro anos. É dia a dia que todos crescemos, no corpo e na alma. Como viram nos slides que foram passando, quando aqui chegaram os nossos miúdos tinham cara de bebés e eram rechonchudos. Muitas aulas, muitas brincadeiras e muitos jogos de futebol depois estão uns finalistas espectaculares.
Queremos agradecer a todos os funcionários desta escola e muito especialmente aos professores que os acompanharam e os ajudaram a crescer. E vamos terminar com um poema que dedicamos aos nossos filhos.
POEMA (em que cada quadra é dita por um pai/mãe)
E pronto! Escolhemos estas cenas, como podíamos ter escolhido muitas outras que fizeram parte do nosso dia-a-dia dos últimos quatro anos. É dia a dia que todos crescemos, no corpo e na alma. Como viram nos slides que foram passando, quando aqui chegaram os nossos miúdos tinham cara de bebés e eram rechonchudos. Muitas aulas, muitas brincadeiras e muitos jogos de futebol depois estão uns finalistas espectaculares.
Queremos agradecer a todos os funcionários desta escola e muito especialmente aos professores que os acompanharam e os ajudaram a crescer. E vamos terminar com um poema que dedicamos aos nossos filhos.
POEMA (em que cada quadra é dita por um pai/mãe)
"Somos Pequenas Crianças"
Somos pequenas crianças
E já sabemos o que fazer
A cada dia que passa
Estamos sempre a aprender
Queremos divertir-nos
E com os amigos brincar
Queremos cantar e dançar
Todos os dias sem parar
Vivemos todos os minutos
Com muita alegria
Porque nós acreditamos
Na fantasia e na magia
A fantasia de sonhar
Com um bom futuro
A magia de abraçar
Um presente seguro
Somos pequenos
Mas somos inteligentes
Na escola aprendemos
Sempre bem contentes

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