<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560</id><updated>2012-02-16T15:47:28.572Z</updated><category term='rainha'/><category term='Férias do Verão'/><category term='depressão'/><category term='lojas de roupa'/><category term='primo'/><category term='férias'/><category term='amigos'/><category term='Peça de teatro infantil'/><category term='Escola primária'/><category term='história de páscoa'/><category term='jóias'/><category term='recreio'/><category term='piscina'/><category term='contos para a idade escolar'/><category term='história da filha'/><category term='fadas e bruxas'/><category term='amigos com problemas'/><category term='betty boop'/><category term='amor'/><category term='dar uma lição'/><category term='fatos roubados'/><category term='professores substitutos'/><category term='férias de Verão'/><category term='bulliyng'/><category term='família'/><category term='futebol'/><category term='gritaria da professora'/><category term='bullying'/><category term='alfaiate'/><category term='conto'/><category term='conto infantil'/><category term='historia infantil'/><category term='vergonha'/><category term='t-shirt'/><category term='supermercado'/><category term='aventura'/><category term='hora do chá'/><category term='dia dos namorados'/><category term='ladrões'/><category term='aldeia'/><category term='conto para a idade escolar'/><category term='campismo'/><category term='rei vaidoso'/><category term='mistério'/><category term='Festa de finalistas'/><category term='missão espreitadela'/><category term='Carnide'/><category term='praia'/><title type='text'>Os Amigos do Esquerdo</title><subtitle type='html'>São eles que procuram os sarilhos ou os sarilhos vêm ter com eles?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-6588123453402696230</id><published>2010-02-20T20:39:00.002Z</published><updated>2010-02-20T20:42:03.328Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peça de teatro infantil'/><title type='text'>O Mistério dos Fatos Desaparecidos - Peça de Teatro</title><content type='html'>O Mistério dos Fatos Desaparecidos&lt;br /&gt;Autora: Isabel&lt;br /&gt;Grupo-alvo: Crianças de idade pré-escolar e 1º ciclo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personagens:&lt;br /&gt;Rei&lt;br /&gt;Alfaiate&lt;br /&gt;Rainha&lt;br /&gt;Personagens secundárias, por ordem de entrada em cena:&lt;br /&gt;Lacaio&lt;br /&gt;Ajudante do alfaiate&lt;br /&gt;Ministros (3 falam, mais dois como figurantes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez, num país distante, um rei muito vaidoso, parecido com aquele da história “O Rei Vai Nu” que queria ter sempre fatos novos. Tinha um quarto de vestir onde havia pelo menos uma dúzia de espelhos e todos os dias de manhã o rei se mirava neles, de frente, por trás, de lado e achava-se bonito e elegante. Só depois saía do quarto, todo aperaltado, para os seus afazeres de rei que, como calculam, eram muitos. E durante o dia voltava muitas vezes, para mudar de roupa e fazer novamente o exame da elegância, porque detestava repetir toilletes e queria estar sempre bem vestido, de acordo com as ocasiões. Para se encontrar com o primeiro-ministro vestia-se de uma maneira, para almoçar com a rainha e os príncipes de outra e ainda mudava para ir visitar os seus súbditos, em alguma inauguração que fosse necessário fazer. &lt;br /&gt;À noite havia sempre muitas festas e o rei não suportava não ser o mais bem vestido entre todos os convidados.&lt;br /&gt;No palácio havia um alfaiate, que estava ao serviço da família do rei há muitos anos e que nunca tivera tanto que fazer. Foi preciso contratar-lhe ajudantes e mesmo assim tinham de trabalhar até tarde, às vezes pela noite dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena I.&lt;br /&gt;No quarto de vestir do rei. Há vários espelhos de corpo inteiro, dois sofás, um deles com chaise-long e um enorme guarda-fatos que domina a cena. Em cima da chaise long estão vários fatos. O rei, que está acompanhado por um criado, escolhe uma toilette e vai pondo fatos à sua frente, combina-os com sapatos, etc. Queixa-se:&lt;br /&gt;Rei: Não tenho nada de jeito para vestir!&lt;br /&gt;Alguém bate à porta.&lt;br /&gt;Rei: (continuando a mirar-se no espelho) Quem é? O que querem?&lt;br /&gt;Voz detrás da porta: Alteza, os embaixadores estão à sua espera. Está uma hora atrasado.&lt;br /&gt;Rei: Já vou, já vou. (comentando para si próprio, numa voz mais baixa): Não posso aparecer de qualquer maneira na reunião com os embaixadores! Ainda vão dizer que este reino tem um rei mal vestido…&lt;br /&gt;Voltam a bater à porta. O rei ordena ao lacaio, altivo e impaciente:&lt;br /&gt;Rei: Vai dizer que parem de me importunar, pelo rei devem esperar o tempo que for necessário.&lt;br /&gt;O lacaio vai até à porta, abre-a, conversa com alguém que está lá fora e vira-se para dentro, para o rei:&lt;br /&gt;Lacaio: É o ajudante do alfaiate, ele vinha colocar o fato novo de V. Alteza no guarda-fatos.&lt;br /&gt;Rei: Ah, esse podes deixar entrar.&lt;br /&gt;Entra o ajudante do alfaiate, com um fato num cabide, protegido por um plástico transparente, deixando ver o colorido dos tecidos. O rei dirige-se para ele, aprecia o fato e decide.&lt;br /&gt;Rei: É mesmo este que vou usar para a reunião com os embaixadores. Deixa aí, deixa aí.&lt;br /&gt;O Ajudante entrega o fato ao lacaio e vai sair. O rei diz-lhe&lt;br /&gt;Rei: Diz ao teu patrão que quero outro fato para o final desta semana. Para a recepção dos ministros, tenho de estar apresentável.&lt;br /&gt;Ajudante: Sim Alteza, transmitirei as suas ordens ao Sr. Couture..&lt;br /&gt;O Ajudante do alfaiate sai e fica novamente o rei com o lacaio.&lt;br /&gt;O rei canta (enquanto coloca fatos à frente dele, os fatos circulam entre ele e o lacaio como se fossem bolas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o rei elegante. &lt;br /&gt;Estar bem vestido é comigo.&lt;br /&gt;Em qualquer ocasião sou galante.&lt;br /&gt;Perto de mim os ministros parecem mendigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles são uns invejosos&lt;br /&gt;Estão-me sempre a aborrecer&lt;br /&gt;Queixam-se, os ambiciosos&lt;br /&gt;Que eu só quero aparecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que não me interesso&lt;br /&gt;Pelos assuntos do reino&lt;br /&gt;Quem pode assinar despachos&lt;br /&gt;Vestindo um fato de treino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o rei elegante. &lt;br /&gt;Estar bem vestido é comigo.&lt;br /&gt;Em qualquer ocasião sou galante.&lt;br /&gt;Perto de mim os ministros parecem mendigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lacaio:&lt;br /&gt;Ele é o rei elegante&lt;br /&gt;Está sempre bem vestido&lt;br /&gt;Gosta é de chás dançantes&lt;br /&gt;Nem dá pelo alarido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena II&lt;br /&gt;Numa sala de trabalho do palácio, uma mesa de reuniões, à volta da qual estão sentados alguns Ministros e Notáveis do Reino. Ouve-se lá fora barulho de uma manifestação contra o rei e o governo.&lt;br /&gt;Ministro 1: Meus senhores, isto não pode continuar assim, temos de fazer alguma coisa. Por causa da vaidade do rei ainda vai cair o governo… Ele chega atrasado a todo o lado porque se está a arranjar, interrompe as reuniões a meio para ter tempo de se vestir para o chá… As leis para aprovar acumulam-se na secretária dele. Oiçam lá fora o povo – as pessoas percebem que o reino está sem orientação. Vêm o rei sempre no meio do luxo e criticam-no, pois enquanto ele pensa no que vai vestir para mais um baile o povo fica cada vez mais pobre. Nós também vamos ficar mais pobres, porque vamos ficar sem emprego se não tomamos medidas!&lt;br /&gt;Ministro 2: O ilustre colega tem razão. Devíamos falar com o rei e se ele não nos ouvir devemos fazer alguma coisa.&lt;br /&gt;Ministro 3: Nós já tentámos falar com o rei. A mim recebeu-me no quarto de vestir e tenho ideia que não ouviu metade do que eu disse. Estava lá também o barbeiro, a fazer-lhe um corte novo!&lt;br /&gt;Ministro 1: Eu acho que quem devia governar era a rainha. Ela preocupa-se muito mais com o povo e com o que se passa no reino. &lt;br /&gt;Ministro 3: Sim, ela podia substituir o rei até o príncipe João atingir a maioridade. &lt;br /&gt;Todos: Apoiado, apoiado.&lt;br /&gt;Ministro 3 (continuando): O único problema que eu vejo é que ela gosta do marido e pode ter escrúpulos em tomar o lugar dele, pode pensar que é desleal.&lt;br /&gt;Ministro 2: Eu proponho que vamos falar com a rainha e expor-lhe estas preocupações? Assim ficaremos a saber a sua opinião.&lt;br /&gt;Todos: Vamos, vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos falar com a rainha&lt;br /&gt;Ela é uma mulher sensata&lt;br /&gt;Precisamos que nos diga&lt;br /&gt;Se aceita ser candidata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não suportamos tanta vaidade do rei&lt;br /&gt;Dos assuntos importantes só sabe dizer não sei&lt;br /&gt;Mas se lhe perguntamos qual é a última moda&lt;br /&gt;Fala tanto, tanto, tanto que até nos incomoda.&lt;br /&gt;As cores do Outono-Inverno tem na ponta da língua&lt;br /&gt;Mas ignora por completo se o povo morre à míngua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos falar com a rainha&lt;br /&gt;Ela é uma mulher sensata&lt;br /&gt;Precisamos que nos diga&lt;br /&gt;Se aceita ser candidata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E saem da mesa, em cortejo, cheios de determinação, dizendo uns para os outros: “vamos falar com a rainha, vamos falar com a rainha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de saírem de cena passa a rainha que se encontra com aquele cortejo. &lt;br /&gt;Dizem em coro, ao mesmo tempo que fazem uma vénia: A rainha!&lt;br /&gt;Ela corresponde à vénia, cerimoniosamente.&lt;br /&gt;O ministro 1 dirige-se-lhe:&lt;br /&gt;Ministro 1: Minha rainha, nós os ministros precisamos muito de falar com V. Alteza. &lt;br /&gt;Rainha: Sim? Concerteza que posso falar com os ministros do reino. Venham depois do chá aos meus aposentos e serão recebidos.&lt;br /&gt;Despedem-se com nova vénia e saem de cena, a rainha por um lado os ministros por outro. &lt;br /&gt;Quando fica silêncio a manifestação contra o rei ouve-se mais alta com palavras de ordem como: abaixo o rei, viva a república. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena III&lt;br /&gt;Novamente no quarto de vestir do rei. Este procura no armário e não encontra o fato novo que o alfaiate lá devia ter deixado. Era para ele estrear em mais uma festa do palácio, nessa noite. Mas não está lá nenhum fato novo. &lt;br /&gt;O rei chama imediatamente o lacaio a quem manda chamar o alfaiate para lhe pedir contas. Quando o alfaiate chega:&lt;br /&gt;Rei: Sr. Couture, já estou a ficar muito aborrecido com isto. É a terceira vez que devia ter um fato novo aqui e não está cá nada. Diga-me o que se passa. &lt;br /&gt;O alfaiate, intrigado, espreita para dentro do enorme roupeiro, entra mesmo lá dentro.&lt;br /&gt;Alfaiate: Fui eu que deixei aqui mesmo, esta manhã, a sua roupa nova. &lt;br /&gt;Rei: Deixou? Mas não vê que não está cá nada? Você está a tentar enganar-me? Você julga que eu estou maluco?&lt;br /&gt;Alfaiate (à parte) Sempre foi um bocado maluco, mas isso agora não vem ao caso, eu tenho a certeza que deixei aqui o fato! (Voltando-se para o rei): Alteza, longe de mim pensar uma coisa dessas do meu rei. Mas juro-lhe que coloquei no roupeiro o fato de hoje. E também os outros que V. Alteza não encontrou. Só posso concluir uma coisa: alguém anda a roubar-lhe os fatos novos.&lt;br /&gt;Rei: Claro, claro, e eu era um sapo! Quem é que o Sr. Couture acha que se atreveria a vir aos aposentos do rei roubar a roupa nova? Para não falar dos guardas que impediriam os ladrões, mesmo que alguém se atrevesse.&lt;br /&gt;Alfaiate: Não sei como, Alteza, mas sei que o fizeram. &lt;br /&gt;Rei: Oh, homem, não vê que isso é impossível!&lt;br /&gt;Alfaiate (ofendido): V. Alteza está a desconfiar de mim e eu acho que não mereço isso. Já o meu pai trabalhou para o seu e sempre fomos leais à sua família. Mas se desconfia de mim dessa maneira só me resta ir embora.&lt;br /&gt;Rei (apaziguador): Eu sei, eu sei que a sua família sempre foi leal e honesta para com a minha. Mas o que é que eu posso pensar? Só posso ver os factos e concluir a partir daí.&lt;br /&gt;Alfaiate: E eu só posso despedir-me, se já não confiar em mim, mesmo sabendo que é uma grande injustiça. Só lhe peço que me dê a oportunidade de provar que tenho razão e que não sou culpado daquilo de que me acusa.&lt;br /&gt;Rei: Mas como?&lt;br /&gt;Alfaiate: tenho um plano. Oiça-me (e debruça-se para o rei, falando-lhe muito baixo, a explicar o plano)&lt;br /&gt;Rei (depois de ouvir a proposta de plano do alfaiate) É uma ideia um bocado parva, mas em nome da amizade antiga que une as nossas famílias, vou aceitar esse plano. Mas aposto que não vamos descobrir nada.&lt;br /&gt;Alfaiate: Eu aposto o contrário. Se V. Alteza ganhar a aposta pode despedir-me à vontade que eu não protestarei. Mas se eu ganhar a aposta também quero uma recompensa.&lt;br /&gt;Rei: Podes dizer.&lt;br /&gt;Alfaiate: Se eu ganhar a aposta quero que V. Alteza, a partir de agora, só me peça um fato novo por mês.&lt;br /&gt;Rei: Que horror, e as minhas festas? E as minhas reuniões com embaixadores? Queres que fique um maltrapilho?&lt;br /&gt;Alfaiate: (em aparte) Que exagerado, credo! (Voltando-se para o rei, em tom queixoso) Eu tenho trabalhado quase todas as noites e muitos fins-de-semana, por causa da roupa de V. Alteza e a minha mulher já me ameaçou que pede o divórcio se eu não lhe der mais atenção. Por favor, Alteza, não quero ficar sem mulher!&lt;br /&gt;Rei: Arranja mais empregados!&lt;br /&gt;Alfaiate: E vou à falência, não (?) com os ordenados, os impostos e a segurança social… Está bem, faço isso se V. Alteza ganhar a aposta. Mas se perder faz o que lhe peço. Afinal, se acha que não tenho razão o que tem a perder?&lt;br /&gt;Rei (Reflectindo): Também é verdade!... Está bem, aceito a aposta. &lt;br /&gt;Alfaiate: Óptimo, amanhã cá estarei para avançarmos com o plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena IV: &lt;br /&gt;Novamente nos aposentos do Rei. Chega o alfaiate, com um fato novo pendurado no cabide. O rei está à espera dele. O alfaiate pendura o fato no roupeiro e ele e o rei escondem-se atrás dos sofás do quarto e esperam. &lt;br /&gt;Há uns momentos de silêncio, em que se ouvem ruídos amortecidos, do exterior: barulho de carruagens, de criados que se movimentam nas suas tarefas de limpeza e arrumação, alguém a cantarolar enquanto trabalha no jardim. A certa altura ouvem-se passos, o rei e o alfaiate recolhem-se de modo a ficarem completamente escondidos. Mas os passos afastam-se, ouvindo-se ao mesmo tempo vozes a conversar e a rir. O rei, farto daquela posição, acocorado atrás do sofá, começa a sentir-se ridículo. Levanta-se e dirige-se ao alfaiate:&lt;br /&gt;Rei: Estás a ver, não há ladrão nenhum, tu é que me andas a enganar. Vou sair daqui para fora, estou com fome e é hora do chá! &lt;br /&gt;Alfaiate: Esperemos mais um pouco.&lt;br /&gt;Mal ele acaba de falar, quando o rei vai novamente protestar, ouve-se barulho de passos e o puxador da porta começa a mexer-se. Escondem-se logo atrás dos sofás, fazem silêncio. Alguém, com uma capa larga com capuz que tapa o corpo e a maior parte da cara, entra no quarto em bicos dos pés, procurando não fazer barulho e dirige-se ao roupeiro, abre-o com muito cuidado e pára por momentos, à procura. Depois estende o braço e retira lá de dentro o fato novo. O rei e o alfaiate saltam ao mesmo tempo detrás dos seus esconderijos: &lt;br /&gt;Rei e alfaiate: Ah ladrão, apanhámos-te!!&lt;br /&gt;O ladrão vira-se para eles, surpreendido e assustado. O alfaiate e o rei ficam parados a olhar, incrédulos, para a figura encapuçada que tem o fato novo nas mãos. O capuz cai, para que os espectadores também possam ver quem é o ladrão.&lt;br /&gt;Alfaiate: A rainha!&lt;br /&gt;Rei: Mulher! O que fazes aqui? És tu o ladrão?&lt;br /&gt;Rainha: Fui eu que tirei os fatos mas não sou ladrão! Estou a dar-te uma lição! Já não suporto a tua vaidade. Os nossos filhos e eu não conseguimos ter uma roupa nova, porque o alfaiate está sempre atarefado com as tuas encomendas! As pessoas pensam que tu és um péssimo rei, porque estás mais ocupado com a tua vaidade do que com os assuntos importantes do teu reino. E os teus ministros tentaram falar contigo, mas nunca lhes deste ouvidos. Tinha de fazer qualquer coisa antes que todo o povo se revoltasse e escolhesse outra pessoa para governar. Eu não quero ser rainha regente, quero ter a minha vida, e se isto continuasse não tinha outro remédio.&lt;br /&gt;Rei: O quê? Querem que tu sejas regente? Como se atrevem? Exijo uma explicação.&lt;br /&gt;Rainha: Tu é que tens de explicar como te atreves a gastar tanto tempo e dinheiro contigo e a esqueceres-te dos teus deveres. &lt;br /&gt;Rei: Esquecer-me dos meus deveres? (Fica por um momento pensativo) Mas só um bocadinho… Eu pensava que não precisavam de mim, tenho uns ministros tão despachados, parece que sabem sempre o que é preciso fazer.&lt;br /&gt;Rainha: Precisam da tua assinatura, pelo menos, não é? E tu às vezes perdes o tempo todo a escolher a caneta certa e esqueces-te de assinar… E se pudessem contar com a tua opinião também era bom, não era? Afinal tu és o mais bem pago!&lt;br /&gt;Rei (Continuando surpreendido e com ar de quem nunca tinha pensado nestas coisas): Podiam-me ter dito, não? Porque é que não me disseste? &lt;br /&gt;Rainha: E alguém consegue falar contigo? Ou te zangas ou te distrais. Só te interessas mesmo por ti próprio.&lt;br /&gt;Rei: Eu sou assim?! (Vira-se para o alfaiate para procurar uma opinião mais favorável) Eu sou assim?!&lt;br /&gt;O alfaiate, menos à vontade do que a rainha, acena afirmativamente com a cabeça. O rei olha de um para o outro e parece ir-se abaixo&lt;br /&gt;Rei: Por isso é que tu quiseste fazer aquela aposta…&lt;br /&gt;Alfaiate: Essa também foi uma razão, mas é verdade que a minha mulher ameaçou deixar-me se eu não passar mais tempo com ela…&lt;br /&gt;Rainha: Só tu é que não vias como estavas a ficar chato (em aparte pode fazer daaah) &lt;br /&gt;Rei: Também não precisas de ofender! Está bem, vocês têm razão. Mas era tão divertido… (Virando-se para o alfaiate) Fica descansado que vou cumprir a minha parte da aposta. A Germana vai ter o seu marido de volta. &lt;br /&gt;Depois, dirigindo-se à rainha: &lt;br /&gt;Rei: E tu vais ter o teu também, não te tenho dado muita atenção…&lt;br /&gt;Rainha: Olha, dá atenção aos ministros e ao reino que a minha vida está muito boa assim como está. Eu não quero é ser obrigada a tomar o teu lugar por tu não fazeres o que deves. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rainha canta:&lt;br /&gt;Eu não quero ser regente &lt;br /&gt;Muito menos presidente&lt;br /&gt;Por isso vê o que fazes&lt;br /&gt;Senão ainda te arrependes&lt;br /&gt;Não me venhas com cantigas&lt;br /&gt;De romance e atenção&lt;br /&gt;Cumpre lá os teus deveres&lt;br /&gt;Trata da governação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfaiate:&lt;br /&gt;Oh que maravilha, vou poder descansar&lt;br /&gt;Telefono já à Germana&lt;br /&gt;Para ela se preparar&lt;br /&gt;Vamos de fim-de-semana&lt;br /&gt;Para bem longe daqui!&lt;br /&gt;Estou mesmo farto de roupa&lt;br /&gt;Nem queiram imaginar&lt;br /&gt;Só penso em fatos de banho&lt;br /&gt;E nós os dois a nadar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rei&lt;br /&gt;Desculpa minha rainha&lt;br /&gt;Peço desculpa ao meu povo&lt;br /&gt;Prometo ocupar-me do reino&lt;br /&gt;E deixar de ser vaidoso&lt;br /&gt;Mas tenho de confessar&lt;br /&gt;Que gosto de ser elegante&lt;br /&gt;Será que se eu me comportar&lt;br /&gt;Posso voltar a ser bem vestido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM        &lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-6588123453402696230?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/6588123453402696230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=6588123453402696230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/6588123453402696230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/6588123453402696230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2010/02/o-misterio-dos-fatos-desaparecidos-peca.html' title='O Mistério dos Fatos Desaparecidos - Peça de Teatro'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-6100951226914790910</id><published>2009-07-26T00:54:00.003+01:00</published><updated>2009-07-26T01:02:03.078+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos para a idade escolar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Férias do Verão'/><title type='text'>Os Amigos do Esquerdo no Parque de Campismo - Conclusão</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Missão Cumprida&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;De manhã dormiram até tarde, cansados da aventura da noite anterior. Quando finalmente se levantaram já não parecia tão necessário explicar aos pais a sua parte na caça aos ladrões da recepção. O que deviam fazer? Mas esse foi um problema que ficou adiado, porque estavam a meio do pequeno-almoço quando ouviram chamar alegremente e viram chegar a correr, muito feliz, a Carolina.&lt;br /&gt;- Maria! Pedro! João!&lt;br /&gt;- Carolina!&lt;br /&gt;E abraçaram-se, aos saltos, até caírem uns por cima dos outros. Felizmente o chão não era duro e quando se levantaram só foi preciso sacudir o pó e as ervas dos calções.&lt;br /&gt;Então a Carolina explicou que tinha insistido tanto com os pais que eles, fartos de a ouvir, tinham decidido passar mesmo por Itália na sua viagem de férias, embora isso não estivesse nos seus planos iniciais. E agora ali estava ela, pronta para montar mais uma tenda naquele acampamento que já parecia mais uma aldeia portuguesa do que um parque italiano.&lt;br /&gt;- Que pena não teres chegado ontem! – comentou a Maria – Nem sabes o que aconteceu. Apanharam uns ladrões.&lt;br /&gt;A mãe da Maria que vinha a chegar ouviu e disse:&lt;br /&gt;- Vocês nem sabem o que eu ouvi! Os ladrões eram dois homens portugueses! Acabei de saber, no minimercado estavam a comentar isso, até estou um bocado envergonhada, vejam lá. Ainda vão pensar que os portugueses são todos ladrões!&lt;br /&gt;- Oh mãe, nem pensar, então nós até ajudámos a apanhá-los&lt;br /&gt;- Ajudámos? – perguntou a mãe, pensando que ela estava a brincar.&lt;br /&gt;A Maria assim que disse aquilo arrependeu-se logo. Ainda não se sentia com coragem para contar que saíra da tenda durante a noite, com o João e o Pedro, sabendo que andavam ladrões por ali. Ia ficar de castigo para o resto da vida, Meu Deus! Felizmente lembrou-se de uma saída:&lt;br /&gt;- Então não foram os nossos carros, com os alarmes a tocar que chamaram a atenção do guarda do parque?&lt;br /&gt;- Oh, mas isso não dependeu de nós. – disse a Mãe – Aliás ainda estou para saber como é que foram disparar logo os três alarmes.&lt;br /&gt;Mas, como ninguém respondeu a esta pergunta, a conversa ficou por ali e todos preferiram interessar-se pela chegada da Carolina, com a família. Era necessário instalá-los e mostrar-lhes todas as coisas divertidas que havia para fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Explicações à Carolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, estendidos na relva, à sombra, na hora calma em que os adultos gostavam de dormir a sesta, é que os amigos contaram à Carolina a aventura que ela tinha perdido.&lt;br /&gt;- E então, quando vimos os ladrões a sumirem-se para dentro da recepção, pusemos o plano do João em acção – contou o Pedro, entusiasmado.&lt;br /&gt;- Mas fizeram o quê? Vocês não conseguiam apanhar os ladrões sozinhos! - comentou a Carolina.&lt;br /&gt;- Pois não. Mas a ideia do João resultou. – continuou a contar a Maria – Ele veio a correr, descalço para não fazer barulho, até aos nossos carros que estavam ali muito perto. Nós sabíamos que todos tinham alarmes e que era só tocar nos carros com mais força para eles começarem a apitar. Depois ficou lá, se o guarda fosse ter aos carros em vez de ir para a recepção o João mostrava-lhe um papel que escrevemos em italiano, para ele perceber. Mas não foi preciso, o guarda viu logo os ladrões a saírem pela janela.&lt;br /&gt;- Um papel?&lt;br /&gt;- Sim – confirmou o João, tirando do bolso meia folha dobrada, um bocado amachucada. Desdobrou-a e todos viram lá escrito, numa letra muito desenhada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ladro ricezione&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer dizer ladrão na recepção. – explicou o João.&lt;br /&gt;A Carolina ficou admiradíssima. Realmente tinha sido uma bela ideia.&lt;br /&gt;- Como é que vocês descobriram essas palavras? – perguntou, curiosa.&lt;br /&gt;- O meu pai tem um daqueles livros para turistas onde estão escritas frases que se utilizam nas viagens, em português e depois em italiano. Estas duas palavras estavam lá. Foi só juntá-las. – explicou o João, modestamente, embora no fundo estivesse bastante orgulhoso do seu plano.&lt;br /&gt;- Genial! – rematou a Carolina.&lt;br /&gt;- Que pena só teres chegado hoje. – lamentou a Maria - Perdeste a aventura.&lt;br /&gt;- Quem sabe se não haverá mais – sugeriu o Pedro – Mas mesmo que não haja mais ladrões, há tanta coisa para fazer neste sítio que eu por mim não lhes vou sentir a falta! Carolina anda daí jogar à bola, estavas mesmo a fazer falta para podermos fazer duas equipas!&lt;br /&gt;- Raparigas contra rapazes! Vamos lá! Prepara-te para levar uma abada!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Fim &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-6100951226914790910?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/6100951226914790910/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=6100951226914790910' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/6100951226914790910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/6100951226914790910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2009/07/os-amigos-do-esquerdo-no-parque-de_26.html' title='Os Amigos do Esquerdo no Parque de Campismo - Conclusão'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-6867452220643945095</id><published>2009-07-17T20:27:00.004+01:00</published><updated>2009-07-17T20:53:34.439+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos para a idade escolar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias de Verão'/><title type='text'>Os Amigos do Esquerdo no Parque de Campismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SmDWmu1kgMI/AAAAAAAAAKQ/IV_CMCirl50/s1600-h/F%C3%A9rias+do+Ver%C3%A3o+2008+164.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359519517466984642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SmDWmu1kgMI/AAAAAAAAAKQ/IV_CMCirl50/s320/F%C3%A9rias+do+Ver%C3%A3o+2008+164.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;(II Parte)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Maria e o Pedro olharam para ele entre o assustado e o surpreendido. A Maria teve pena que não estivesse ali o Miguel que era um bocadinho mais velho e tinha sempre umas ideias mais sensatas para temperar os entusiasmos do João. Assim tinha de ser ela a fazer esse papel! Dispôs-se pois a ouvir o plano do João com uns ouvidos sensatos e não aceitar que ele os metesse em aventuras que os fizessem correr perigo.&lt;br /&gt;Juntaram-se mais e, na voz secreta de expor planos, o João começou:&lt;br /&gt;- Eles disseram que iam entrar em acção esta noite. Nós somos pequenos, por isso vamos fazer o seguinte… - aqui baixou a voz de tal maneira que seria impossível ouvi-lo mesmo a um passo de distância.&lt;br /&gt;A Maria achou o plano suficientemente seguro para poderem pô-lo em prática, embora fosse um bocadinho assustador, por envolver passeios nocturnos. Puseram-se os três de acordo, lamentaram que o resto dos companheiros de aventuras não estivessem ali, porque ia ser muito mais divertido e depois foram-se preparar para experimentar a água do lago. O sol já tinha subido, o parque animara imenso e vinham dos lados do lago barulhos convidativos: gritinhos de prazer do barco que tinha um escorrega para a água, o chiar da cama elástica gigante onde saltavam grupos de miúdos, campainhas de bicicletas dos ciclistas que passeavam pela marginal (em italiano passeggiata, uma palavra que o Pedro achou fantástica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;O Plano do João em Acção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;À medida que o dia acabava os três amigos iam ficando um bocadinho nervosos e por isso com dificuldade em parar. Mas lá conseguiram fazer tudo o que era preciso: tomar banho, arrumar as suas coisas para as tendas ficarem em ordem e ajudar a preparar o jantar pondo a mesa, como se tinham comprometido. Os pais ficaram bastante surpreendidos quando não quiseram ficar a jogar às cartas cá fora e preferiram recolher às tendas assim que acabaram de lavar e arrumar a loiça do jantar.&lt;br /&gt;A Maria tinha uma tenda só para ela e pediram para dormir todos juntos, o que foi autorizado. Primeiro entretiveram-se um bocado a jogar à bisca, depois ficaram sentados, calados, à espera que se fizesse silêncio no parque. Não se queriam deitar porque tinham medo de adormecer e lá ia o plano por água abaixo.&lt;br /&gt;Tarde na noite, ouviram barulho de ressonar vindo de uma das tendas dos adultos. Para além desse ruído o parque já estava muito silencioso e também escuro, só com as luzes de presença. Espreitaram para fora da tenda, a tentar localizar o guarda da lanterna, mas não estava à vista. Então, o mais levemente que conseguiram, saíram da tenda. Agarraram num rolo de papel higiénico e numa toalha, assim se fossem surpreendidos diriam que iam à casa de banho. E dirigiram-se para a recepção.&lt;br /&gt;Aparentemente ali estava tudo calmo. Como eram pequenos, conseguiram esconder-se num recanto, entre a parede e a sebe que limitava a piscina, como o João previra. Instalados, perfeitamente invisíveis, mas com vista para a entrada da recepção, esperaram. Pouco tempo depois viram chegar furtivamente duas figuras todas vestidas de preto. Um deles tinha na mão qualquer coisa que parecia uma chave de mudar pneus. Dirigiram-se para a janela lateral da recepção, pararam a fazer qualquer coisa com a ferramenta, a janela abriu-se ligeiramente e eles içaram-se lá para dentro. Tudo isto num enorme silêncio, até que chegou até eles um grito abafado e um ruído seco.&lt;br /&gt;Imediatamente puseram em acção a segunda parte do plano do João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Um Barulho Infernal Interrompeu o Silêncio da Noite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram três da manhã, no Parque de Campismo do Lago de Garda e veio um barulho estridente do lado da entrada. O guarda da lanterna que andava a vigiar à beira do campo de jogos, correu para o sítio donde lhe pareceu que vinha o barulho. Os campistas instalados mais perto da entrada, mesmo os de sono mais pesado, acordaram, assustados, os bebés que dormiam também acordaram e começaram a chorar. Os mais atrevidos saíram das tendas para ver o que se estava a passar.&lt;br /&gt;Quando o guarda estava a chegar perto do sítio de onde vinha o barulho, viu saírem a correr, de dentro do edifício da recepção, dois homens vestidos de preto, com um saco na mão. Carregou no botão de um aparelho que trazia com ele o qual, mais tarde, se percebeu que era para chamar a polícia e correu atrás dos ladrões. Alguns campistas, já mais acordados, foram ajudá-lo e em pouco tempo os dois homens tinham sido agarrados e dominados. O saco que traziam na mão tinha dinheiro, um computador portátil e o telemóvel do recepcionista. Claro que o peso dificultara-lhes a fuga, por isso tinham sido tão facilmente apanhados.&lt;br /&gt;Entretanto a barulheira estridente continuava a ouvir-se até que o pai da Maria percebeu que eram os alarmes dos carros deles que se tinham activado. Desligou rapidamente o dele e foi chamar o pai do Pedro e o do João para fazerem o mesmo. Apesar de ainda haver muita confusão e barulho de conversas, sem o ruído alto e contínuo dos alarmes dos carros, finalmente começou a ser possível as pessoas entenderem-se. A polícia chegou e tomou conta das ocorrências, pedindo a todos que se acalmassem e recolhessem às tendas porque já não havia perigo.&lt;br /&gt;Aos pais do Pedro, do João e da Maria começou a parecer estranho que eles fossem os únicos a não sair da tenda e foram espreitar lá para dentro.&lt;br /&gt;- Têm um sono de pedra os nossos filhos, - comentou a mãe do João, enquanto abria o fecho da tenda e se baixava para olhar lá para dentro.&lt;br /&gt;Mas ia desmaiando quando percebeu que não estava lá ninguém. Os outros pais viram-na entrar lá para dentro e começar a remexer nos sacos cama vazios. Ia começar uma preocupação sem fim quando, felizmente, viram chegar os três miúdos, vindos do centro da confusão, com um ar estafado mas satisfeito.&lt;br /&gt;- Onde é que vocês estavam? – perguntaram os pais, em coro.&lt;br /&gt;- Fomos ver o que se passava. Apanharam uns ladrões! – respondeu a Maria, por todos. Não era verdade, mas também não era completamente mentira e àquela hora não lhe apetecia nada ter de estar com explicações. Estava cheia de sono.&lt;br /&gt;Foram todos aconchegar-se nos seus sacos cama, mas é claro que lhes custou muito a adormecer, porque estavam excitados e ainda um bocado assustados com o próprio atrevimento.&lt;br /&gt;(Continua)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-6867452220643945095?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/6867452220643945095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=6867452220643945095' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/6867452220643945095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/6867452220643945095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2009/07/os-amigos-do-esquerdo-no-parque-de_17.html' title='Os Amigos do Esquerdo no Parque de Campismo'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SmDWmu1kgMI/AAAAAAAAAKQ/IV_CMCirl50/s72-c/F%C3%A9rias+do+Ver%C3%A3o+2008+164.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-881114508289379936</id><published>2009-07-14T00:23:00.007+01:00</published><updated>2009-07-14T01:13:23.434+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias de Verão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto para a idade escolar'/><title type='text'>Os Amigos do Esquerdo no Parque de Campismo</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000099;"&gt;Esta história saiu por uns tempos, mas está de volta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Vivam as Férias do Verão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Junho é um mês espectacular: acabam as aulas, os dias são compridos, no ATL podem-se fazer intermináveis jogos de futebol, corta-matos, banhos de mangueira, guerras de balões de água e, quando a acção acaba, por efeito do cansaço ou do excesso de calor, pode-se ficar molemente à sombra, a jogar uma qualquer consola ou simplesmente a conversar. Depois vem Julho, e as colónias, com as manhãs de praia e as tardes de passeio ou, outra vez, futebol, volei, campeonatos disto e daquilo, que o desporto nunca é demais! Resumindo: o Verão nunca devia acabar, bem se podia passar Setembro para Dezembro, mas obviamente sem adiar o Natal!!!&lt;br /&gt;Numa tarde de Julho, o André, o primo do Pedro, foi buscá-lo ao ATL e acabou por ficar um bom bocado a jogar futebol com eles. Entretanto chegou a avó do João, para ir buscar o João e a Maria e foram todos comer um gelado, numa esplanada perto de casa. Foi aí que o André começou a falar das férias que ia fazer com os amigos. Tinham o projecto de ir acampar, em grupo. Passavam primeiro pela Trofa, a terra de um dos seus amigos. Aí visitavam o Castro de Alvarelhos que o amigo, estudante de arqueologia, dizia ser um monumento interessantíssimo, construído na Idade do Bronze mas também com vestígios romanos e medievais. Ficavam uns dias a conhecer a Trofa no Verão e depois seguiam para um festival no Norte: música, calor e rio era um dos melhores programas em que podiam pensar!&lt;br /&gt;Quando ele falou de campismo os mais novos interessaram-se imenso: nunca tinham acampado e achavam fantástica a ideia de martelar as espias da tenda, dormir dentro dum saco cama e andar sempre ao ar livre. A Maria acrescentava ainda o desejo&lt;br /&gt;de jogar às cartas à noite, dentro da tenda, à luz de uma lanterna. Lera recentemente um livro onde uma cena assim era descrita e ficara cheia de vontade de experimentar.&lt;br /&gt;A Avó observou o entusiasmo deles e ficou a matutar. Quando era mais nova ela tinha acampado e lembrava-se como era divertido. Na verdade até as noites de chuva ela recordava com uma certa nostalgia, embora na altura em que elas tinham acontecido não tivesse achado muita graça: o vento e a chuva, quando se está numa tenda, podem ser bastante desconfortáveis e até assustadores.&lt;br /&gt;Podemos então dizer que o André foi responsável pelo que aconteceu naquele Verão. Porque a Avó falou com os pais do João e da Maria, sobre esta conversa e as suas memórias felizes. O Pedro azucrinou a cabeça aos pais, foi à Internet pesquisar parques de campismo (apareceram-lhe 677.000 resultados), prometeu que tomava conta das suas coisas e que nunca refilaria na hora de tomar banho. Finalmente, os pais pensaram que podiam ser umas férias divertidas, boas para variar da rotina dos hotéis ou dos apartamentos junto da praia. Organizou-se um grupo de campistas de tal forma animado que até o André teve pena de não poder participar, uma vez que já estava comprometido com os amigos da idade dele.&lt;br /&gt;Como todas as famílias tinham planos anteriores, marcaram um período para dedicar ao campismo e combinaram encontrar-se em Itália, num parque de campismo à beira do Lago de Garda, num dia do final de Julho.&lt;br /&gt;A ideia do Lago de Garda foi da mãe da Maria, uma grande apreciadora de viagens que gostava de destinos originais. Anos antes, com uns amigos muito queridos, ela passara um tempo em Veneza e tinha tido a oportunidade de dar um passeio até à&lt;br /&gt;região dos lagos à volta de Brescia. Desde então, aquela paisagem impressionante ficara-lhe na memória e sempre pensara que queria lá voltar, para ter a oportunidade de&lt;br /&gt;a conhecer melhor. Com o seu entusiasmo conseguiu contagiar os outros e o lago de Garda, o maior dos lagos, foi o destino escolhido.&lt;br /&gt;O grupo era constituído pela família do Pedro, a família da Maria e a do João. Os pais da Carolina disseram que talvez conseguissem também ir alguns dias, mas não deram a certeza, por causa de outros projectos que já tinham. Cada família organizou a viagem à sua maneira, mas o objectivo era estar no Lago a 25 de Julho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SlvKwqmXooI/AAAAAAAAAKA/cqBIsVPwpUk/s1600-h/F%C3%A9rias+do+Ver%C3%A3o+2008+082.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358099119105090178" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 232px; CURSOR: hand; HEIGHT: 171px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SlvKwqmXooI/AAAAAAAAAKA/cqBIsVPwpUk/s320/F%C3%A9rias+do+Ver%C3%A3o+2008+082.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Tendas e pizzas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Foi muito divertido. Primeiro chegou o Pedro, com os pais. Ele queria escolher o melhor lugar para o grupo. Explicou logo na recepção que iam chegar uns amigos e pediu instalação onde coubessem as tendas dos outros. O senhor achou-lhe graça e deu-lhe um lugar óptimo, que comunicava directamente com a praia, quer dizer, com o sítio onde se tomava banho no lago e ficava perto do campo de jogos.&lt;br /&gt;No fim do dia já tinham chegado todos e as tendas estavam instaladas. Juntaram as mesas, foram buscar umas pizzas a uma pizzaria ali perto e saborearam-nas com prazer.&lt;br /&gt;- Mmm! – exclamou o João – As pizzas italianas são uma delícia!&lt;br /&gt;- Também acho. – respondeu a Maria – É porque eles é que as inventaram. Nos outros países fazem cópias… Pizzas verdadeiras são as italianas!&lt;br /&gt;- Eu não acho assim muito diferentes das portuguesas. - comentou o Pedro – Mas quando chegar à escola vou dizer a toda a gente que são espectaculares, melhores do que todas!&lt;br /&gt;Depois de jantar, como era o sonho da Maria, jogaram às cartas à volta da mesa. Não foi dentro da tenda, como ela imaginara, porque a noite estava quente e estava-se melhor cá fora, mas foi muito divertido e só pararam quando os adultos se impuseram e não aceitaram mais adiamentos da hora de dormir.&lt;br /&gt;Foram lavar os dentes ao balneário, o mais silenciosamente que conseguiram, como é da regras do campismo e cada um se recolheu à sua tenda, adormecendo rapidamente.&lt;br /&gt;De manhã, o sol ainda estava baixinho, lá para os lados do lago quando o Pedro meteu a cabeça de fora da sua tenda, para ver se alguém já estava levantado. Viu a mãe da Maria a deixar em cima da mesa uma caixa com pão fresco que tinha ido buscar à padaria do campo, queijo e iogurtes para o pequeno-almoço.&lt;br /&gt;-Vou dar um passeio à beira do lago, - disse ela. – Estão aqui coisas para comer, se quiseres serve-te, Pedro.&lt;br /&gt;O Pedro agarrou num pão, pôs-lhe uma fatia de queijo dentro e pediu:&lt;br /&gt;- Posso ir consigo? Apetece-me imenso ver o lago e o que existe ali à volta, ontem só consegui dar uma vista de olhos muito rápida.&lt;br /&gt;A mãe da Maria aceitou, pediu-lhe só para deixar um bilhete aos pais, para eles saberem onde ele estava.&lt;br /&gt;Seguiam já em direcção ao portão do parque que dava para a praia do lago, quando ouviram passos em corrida atrás deles. Eram a Maria e o João que os tinham visto sair e não queriam perder aquele passeio matinal. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SlvKxOH3OaI/AAAAAAAAAKI/i-q2-30GG2s/s1600-h/F%C3%A9rias+do+Ver%C3%A3o+2008+114.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358099128640813474" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SlvKxOH3OaI/AAAAAAAAAKI/i-q2-30GG2s/s320/F%C3%A9rias+do+Ver%C3%A3o+2008+114.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Um passeio à beira do Lago de Garda&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À beira do lago estava-se realmente muito bem. A água do lago estava lisa, com uma cor azul acinzentada clarinha. Ao longe viam-se as montanhas da margem norte meio escondidas pela névoa matinal e no lado sul, ainda baixo, o sol criava um espaço mais brilhante que interrompia o nevoeiro. Quase não havia ninguém. No pontão, de onde se podia saltar ou descer para a água, estavam duas pessoas sentadas, em posições de ioga, voltadas para o lago com um ar muito concentrado. Passou um ciclista por eles que disse qualquer coisa em italiano: calcularam que fosse bom dia.&lt;br /&gt;Influenciados por aquele ambiente extraordinariamente tranquilo, o Pedro, o João e a Maria começaram a falar uns com os outros em voz baixa. A mãe da Maria reparou e riu-se:&lt;br /&gt;- Faz-vos bem esta paisagem, sim senhor! Ficam mais calmos… Mas é assim mesmo, as pessoas vêm aqui para sentir a manhã e nós não queremos perturbar isso.&lt;br /&gt;Seguiram um bocado pelo caminho à beira do lago, acompanhando a mãe da Maria no seu passeio. Mas daí a pouco já chegava de calma para eles e decidiram voltar ao parque, acabar o pequeno-almoço, vestir os fatos de banho e descobrir um sítio onde se pudesse jogar à bola. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Uma Conversa Estranha na Calma da Manhã&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Regressaram pois os três, entrando pelo portão do parque. Já havia mais gente acordada, mas o parque ainda estava bastante silencioso. Ao passarem ao lado de uma tenda pequena, ouviram vozes lá dentro e perceberam que falavam português. Pararam, curiosos, pensando que podiam encontrar mais uns companheiros de brincadeira. Sem querer escutaram uma conversa estranha:&lt;br /&gt;- Mas não achas que aquilo fica guardado toda a noite? – perguntava alguém.&lt;br /&gt;- Acreditas que neste sossego alguém consegue ficar acordado toda a noite?&lt;br /&gt;- Entramos em acção esta noite?&lt;br /&gt;- Cala-te, não sabes que nas tendas se ouve tudo lá para fora?&lt;br /&gt;- Deixa, estamos em Itália, ninguém nos entende!&lt;br /&gt;Os três miúdos que tinham parado sorridentes estavam muito espantados e, quando ouviram esta última frase, afastaram-se rapidamente, o mais silenciosamente que conseguiram.&lt;br /&gt;Meio assustados, meio excitados, o João, o Pedro e a Maria procuraram um recanto tranquilo e vazio para conversarem sobre o que tinham acabado de ouvir.&lt;br /&gt;- Meu Deus, vocês ouviram? – a pergunta da Maria era um bocado escusada, porque era óbvio que todos tinham ouvido, mas os outros desculparam-na porque compreendiam que ela se sentia, como eles, muito, muito intrigada.&lt;br /&gt;- Eles estão a planear qualquer coisa.&lt;br /&gt;- E é para esta noite!&lt;br /&gt;- Mas o quê? – perguntou o João, acrescentando logo de seguida, com bastante lógica – Boa coisa não é, senão não estavam preocupados que alguém os ouvisse!&lt;br /&gt;- Eles falaram de um sítio que fica guardado toda a noite. – disse a Maria – Ora que eu saiba, num parque de campismo o único sítio que fica guardado toda a noite é a recepção.&lt;br /&gt;- Pois é - concordaram o Pedro e o João – e num parque como este também é um sítio sossegado, onde deve ser difícil o recepcionista da noite ficar acordado. Ele deve ter algum sofá ou cama onde se estende e dorme um bocadinho, não acham?&lt;br /&gt;- Mas não é só o recepcionista. - afirmou a Maria – Ontem, quando fomos para dentro da tenda andava um homem com uma lanterna pelo parque, vocês não repararam?&lt;br /&gt;- E se fossemos falar com ele? – sugeriu o Pedro – Podíamos contar o que ouvimos e dizer-lhe para tomar atenção à recepção esta noite.&lt;br /&gt;- Ele é italiano, como é que nos entendemos com ele? Além disso, mesmo que conseguíssemos explicar-lhe, achas que ia acreditar em nós? Ainda passávamos por malucos ou pior, miúdos parvos. – era o João a falar.&lt;br /&gt;Na verdade o João, o rapaz que queria ser detective, estava cheio de vontade de tentar resolver o mistério por si próprio. Só tinha pena de não ter trazido a lupa, pois não tinha imaginado precisar de fazer investigações. Pensara que nas férias haveria apenas mergulhos e jogos! Mas agora estava ali um mistério e eles tinham de fazer alguma coisa. Foi isso que propôs aos amigos:&lt;br /&gt;- Eu acho que nós é que vamos ter de fazer alguma coisa. – disse – Acho que tenho um plano, oiçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Continua) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-881114508289379936?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/881114508289379936/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=881114508289379936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/881114508289379936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/881114508289379936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2009/07/os-amigos-do-esquerdo-no-parque-de.html' title='Os Amigos do Esquerdo no Parque de Campismo'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SlvKwqmXooI/AAAAAAAAAKA/cqBIsVPwpUk/s72-c/F%C3%A9rias+do+Ver%C3%A3o+2008+082.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-8795330397653404477</id><published>2009-02-16T23:40:00.017Z</published><updated>2009-05-16T18:29:19.289+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festa de finalistas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carnide'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escola primária'/><title type='text'>Peça de teatro representada pelos pais na festa de finalistas do 4º ano (2007/2008)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/Sa3P8B-NoHI/AAAAAAAAAJQ/2uD-82INP2w/s1600-h/P2070050.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309128165968158834" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/Sa3P8B-NoHI/AAAAAAAAAJQ/2uD-82INP2w/s320/P2070050.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/Sa3PcBQXcQI/AAAAAAAAAJI/vLTOQd7jeXY/s1600-h/P2070051.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SZn7NveCMxI/AAAAAAAAAII/LAs0lfJmB04/s1600-h/Festa+de+finalistas+na+escola+25+Junho+2008+004.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Escrita a partir das histórias contadas por um grupo de pais e mães.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;NARRADOR: Terminou a escola primária dos nossos filhos e nós quisemos contribuir para a celebração desta data. Um grupo de pais reuniu-se e pôs-se a pensar: como é que nós vemos estes quatro anos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Toda a gente tinha alguma coisa para dizer:&lt;br /&gt;- Ai, a entrada às 8H00 da manhã! - disse uma mãe.&lt;br /&gt;- Ai, os lanches! – disse outra.&lt;br /&gt;- Ai, os trabalhos de casa!&lt;br /&gt;- Ai, a escolha da roupa!&lt;br /&gt;- Ai, os bonés perdidos!&lt;br /&gt;Mas depois alguém perguntou:&lt;br /&gt;- Esperem lá, mas foram só ais? Só dificuldades?&lt;br /&gt;- Só dificuldades? – exclamou outro pai – Nem pensar. Foi bom, muitas vezes até foi divertido. Cresceram tanto, os nossos miúdos!&lt;br /&gt;E todos os pais voltaram a falar:&lt;br /&gt;- Aprenderam a ler e a escrever e até já fazem poesias!&lt;br /&gt;- Pensaram e resolveram uns problemas de matemática muito esquisitos que as professoras mandavam para casa!&lt;br /&gt;- Nos desfiles de Carnaval iam tão giros!&lt;br /&gt;- Portaram-se tão bem com os afilhados!&lt;br /&gt;- Arranjaram tantos amigos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NARRADOR: Então com todas as coisas que os pais disseram fizemos esta peça. É composta por algumas cenas do dia a dia destes 4 anos que nós vamos recordar com carinho.&lt;br /&gt;Começamos com uma adivinha:&lt;br /&gt;“Quem é, quem é, que à noite nunca se quer deitar e de manhã nunca se quer levantar? Vocês sabem, não sabem?”&lt;br /&gt;Espera-se que as crianças respondam e depois o narrador continua:&lt;br /&gt;E agora a primeira cena. São 7 da manhã e vejam o que acontece:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENA 1:&lt;br /&gt;Está uma pessoa (pode ser com um boné na cabeça, para se perceber que é um filho) recostada numa cadeira tapada com uma mantinha e a dormir. Chega a mãe que faz os gestos de abrir as cortinas e vai acordar o filho:&lt;br /&gt;MÃE: Acorda, filho, são horas de levantar.&lt;br /&gt;FILHO (Abre os olhos, esfrega-os, faz um ar ensonado): Quero dormir mais um bocadinho.&lt;br /&gt;MÃE: Levanta-te, veste-te, vou preparar o pequeno-almoço&lt;br /&gt;Quando a mãe se afasta o filho volta a encostar-se&lt;br /&gt;A mãe volta e repete: “Vamos, levanta-te” e o filho levanta-se e finge que se está a vestir.&lt;br /&gt;Logo que a mãe se afasta o filho recosta-se. Repete-se a cena um total de 3 vezes.&lt;br /&gt;Entretanto está uma televisão em fundo a dar as notícias do trânsito da manhã e entre outras coisas diz “Está sinal verde na zona de Carnide”, o filho levanta-se e vai ter com a mãe a gritar:&lt;br /&gt;FILHO: MÃE, mãe, depressa, vamos embora, está sinal verde em Carnide!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra o NARRADOR:&lt;br /&gt;É duro sair da cama às 7 da manhã. Mas depois há mais. Vejam a cena da roupa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENA 2:&lt;br /&gt;MÃE: Pronto, filha, agora que já acabaste o pequeno-almoço vai acabar de te vestir.&lt;br /&gt;FILHA: Mas eu já estou vestida.&lt;br /&gt;MÃE: Tens a certeza? Queres mesmo levar esse top e esses calções?&lt;br /&gt;FILHA: Sim, não me ficam bem?&lt;br /&gt;MÃE: Ficam-te bem, mas achas que é mesmo a melhor roupa para hoje que é Janeiro e estão 5º?&lt;br /&gt;FILHA: Mas eu não tenho frio.&lt;br /&gt;MÃE (com um ar espantado) Ah bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NARRADOR: Esta é mais com as meninas, não é?&lt;br /&gt;Mas antes de sair de casa de manhã ainda há outra cena! É o lanche:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENA 3:&lt;br /&gt;A mãe tem uma lancheira na mão. O filho tem a mochila às costas.&lt;br /&gt;MÃE: Não te esqueças do lanche.&lt;br /&gt;FILHO (ou filha, consoante tivermos actores femininos ou masculinos): O que é?&lt;br /&gt;MÃE: É um iogurte.&lt;br /&gt;FILHO: Não quero, quero antes um pão.&lt;br /&gt;MÃE: È um pão.&lt;br /&gt;FILHO: Não quero, antes uma fruta.&lt;br /&gt;MÃE: É uma fruta.&lt;br /&gt;FILHO: Antes quero um sumo…&lt;br /&gt;MÃE: É um sumo.&lt;br /&gt;FILHO: Antes quero bolachas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe finalmente senta-se, começa a comer o lanche e diz: está bom!&lt;br /&gt;O filho aproxima-se, senta-se também e partilham a comida. Entra o narrador enquanto eles acabam a comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NARRADOR: Era depois de resolver o lanche que estava tudo pronto, não era? E lá iam os miúdos para a escola.&lt;br /&gt;Depois à tarde às vezes também havia umas surpresas. Vamos ver:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENA 4:&lt;br /&gt;O filho tira um envelope da mochila e dá ao pai. O pai abre, desdobra, lê.&lt;br /&gt;PAI: António, isto é um recado da professora para ir lá à escola falar com ela. O que é que aconteceu?&lt;br /&gt;FILHO: Conheces o João?&lt;br /&gt;PAI: Sim, aquele teu colega que também gosta muito de jogar à bola.&lt;br /&gt;FILHO: Esse mesmo.&lt;br /&gt;PAI: E o que é que isso tem a ver com o recado da professora?&lt;br /&gt;FILHO: Sabes que ele não gosta de perder?&lt;br /&gt;PAI: Sim??! Não sabia.&lt;br /&gt;FILHO: Sabes que eu também não gosto de perder!&lt;br /&gt;PAI: Sim?! Mas realmente isso tem alguma coisa a ver com o recado da professora?&lt;br /&gt;FILHO: Eu acho que tem…&lt;br /&gt;PAI: Como assim?&lt;br /&gt;FILHO: É que eu e o João estávamos na aula a discutir por causa do jogo do recreio e ela disse: Vocês fazem-me perder a cabeça!! E depois mandou esse recado para casa. Eu acho que a professora também não gosta de perder.&lt;br /&gt;(O PAI senta-se, com uma atitude tipo “fiquei sem palavras”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NARRADOR:&lt;br /&gt;Foram alguns incidentes! Agora até nos podemos rir deles, acabou por correr quase tudo bem.&lt;br /&gt;Mas nestes quatro anos fomos sobretudo pais orgulhosos dos nossos filhos. Eles estavam sempre tão giros, nos teatros de Natal, nos desfiles de Carnaval! Às vezes exagerámos e fizemos cada figura, não foi? Ora vejam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENA 5&lt;br /&gt;Está um grupo de miúdos a cantar em coro e 3 ou 4 “pais” com máquinas fotográficas a tirarem muitas fotos colocando-se nas posições mais estranhas, colocando-se muito em cima dos cantores e tapando a visão uns dos outros.&lt;br /&gt;MIÚDOS-CANTORES: MARGARIDA, PEDRO, PAULA, CRISTINA E QUEM VIER E SE QUISER JUNTAR.&lt;br /&gt;MÚSICO: PAULO&lt;br /&gt;PAIS FOTOGRAFOS EXAGERADOS: ISABEL, JÚLIA E QUEM VIER MAIS E SE QUISER JUNTAR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;CANÇÃO PARA O GRUPO CANTAR NESTA CENA:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Fisga - Rio Grande &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Trago a fisga no bolso de trás&lt;br /&gt;E na pasta o caderno dos deveres.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mestre-escola, eu sei lá se sou capaz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De escolher o melhor dos dois saberes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meu pai diz que o Sol é que nos faz;&lt;br /&gt;Minha mãe manda-me ler a lição&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mestre-escola, eu sei lá se sou capaz,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faz-me falta ouvir outra opinião. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu até nem sequer sou mau rapaz,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com maneiras até sou bem mandado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mestre-escola diga lá se for capaz,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;P'ra que lado é que me viro. P'ra que lado? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Trago a fisga no bolso de trás&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E na pasta o caderno dos deveres.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mestre-escola, eu sei lá se sou capaz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De escolher o melhor dos dois saberes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FINAL:&lt;br /&gt;Quando a canção vai pela primeira vez em faz-me falta ouvir outra opinião os fotógrafos exagerados juntam-se ao grupo que já estava a cantar e terminam a canção todos juntos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;NARRADOR :&lt;br /&gt;E pronto! Escolhemos estas cenas, como podíamos ter escolhido muitas outras que fizeram parte do nosso dia-a-dia dos últimos quatro anos. É dia a dia que todos crescemos, no corpo e na alma. Como viram nos slides que foram passando, quando aqui chegaram os nossos miúdos tinham cara de bebés e eram rechonchudos. Muitas aulas, muitas brincadeiras e muitos jogos de futebol depois estão uns finalistas espectaculares.&lt;br /&gt;Queremos agradecer a todos os funcionários desta escola e muito especialmente aos professores que os acompanharam e os ajudaram a crescer. E vamos terminar com um poema que dedicamos aos nossos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POEMA (em que cada quadra é dita por um pai/mãe)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;"Somos Pequenas Crianças"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Somos pequenas crianças&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E já sabemos o que fazer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A cada dia que passa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estamos sempre a aprender &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Queremos divertir-nos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E com os amigos brincar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queremos cantar e dançar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos os dias sem parar &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vivemos todos os minutos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com muita alegria&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque nós acreditamos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na fantasia e na magia &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A fantasia de sonhar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com um bom futuro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A magia de abraçar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um presente seguro &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Somos pequenos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas somos inteligentes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na escola aprendemos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre bem contentes &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Poema da autoria do Grupo do Projecto Roda (2003/2004) - CMLx e Monitor Gino, retirado do Jornal "Roda Moinho" (2003/2004)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SZn-JItHH2I/AAAAAAAAAIQ/Zebzez-UaT0/s1600-h/peter+em+portugal+abril+2008+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303549469114441570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 276px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SZn-JItHH2I/AAAAAAAAAIQ/Zebzez-UaT0/s320/peter+em+portugal+abril+2008+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 25 de Junho de 2008&lt;br /&gt;Um grupo de pais do 4º ano.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-8795330397653404477?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/8795330397653404477/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=8795330397653404477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/8795330397653404477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/8795330397653404477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2009/02/peca-de-teatro-representada-pelos-pais.html' title='Peça de teatro representada pelos pais na festa de finalistas do 4º ano (2007/2008)'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/Sa3P8B-NoHI/AAAAAAAAAJQ/2uD-82INP2w/s72-c/P2070050.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-69174300960551849</id><published>2008-07-22T01:06:00.017+01:00</published><updated>2008-07-25T22:44:23.387+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='piscina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Férias do Verão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>Férias Grandes</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-JfbajRzmK0/SIedsRilsZI/AAAAAAAAAEg/lGYufMaPsjc/s1600-h/P1011654.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226319276535034258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="134" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_-JfbajRzmK0/SIedsRilsZI/AAAAAAAAAEg/lGYufMaPsjc/s200/P1011654.JPG" width="172" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-JfbajRzmK0/SIUmVcJUHuI/AAAAAAAAAEQ/X0BGAtLL3Lg/s1600-h/P7300282.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225625092407697122" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="136" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_-JfbajRzmK0/SIUmVcJUHuI/AAAAAAAAAEQ/X0BGAtLL3Lg/s200/P7300282.JPG" width="169" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Amigos do Esquerdo vão de férias! &lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-JfbajRzmK0/SIeesM4KY2I/AAAAAAAAAEw/xXb1FWnP6ww/s1600-h/P1011634.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226320374794969954" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="127" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_-JfbajRzmK0/SIeesM4KY2I/AAAAAAAAAEw/xXb1FWnP6ww/s200/P1011634.JPG" width="175" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descansar, acampar, piscinar, praiar, ver o mundo!&lt;br /&gt;Voltamos quando os dias começarem a encurtar!&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-JfbajRzmK0/SIeeY9csvMI/AAAAAAAAAEo/jETVecsKrIU/s1600-h/P1011688.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226320044235734210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="136" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_-JfbajRzmK0/SIeeY9csvMI/AAAAAAAAAEo/jETVecsKrIU/s200/P1011688.JPG" width="172" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desejamos a todos óptimas férias e prometemos, desde já, um mistério no parque de campismo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-69174300960551849?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/69174300960551849/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=69174300960551849' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/69174300960551849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/69174300960551849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2008/07/frias-grandes.html' title='Férias Grandes'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-JfbajRzmK0/SIedsRilsZI/AAAAAAAAAEg/lGYufMaPsjc/s72-c/P1011654.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-7407112651787163513</id><published>2008-06-06T21:51:00.007+01:00</published><updated>2008-11-02T21:43:05.803Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jóias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história da filha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mistério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='primo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carnide'/><title type='text'>Os amigos do esquerdo: Uma aventura em Carnide.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SEmkcCOwTKI/AAAAAAAAAEA/PxkyC60WPMg/s1600-h/visitas+de+estudo+do+4%C2%BA+ano+110.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208875245572738210" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SEmkcCOwTKI/AAAAAAAAAEA/PxkyC60WPMg/s200/visitas+de+estudo+do+4%C2%BA+ano+110.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Esta história é só da filha (Carolina).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num sábado de manhã, a Maria foi fazer um recado à mãe e no caminho viu uma placa que dizia, que ali à frente havia um buraco de dois metros, que antigamente servia para guardar os cereais. A Maria interessou-se por aquilo mas lembrou-se de que tinha de ir fazer o recado que a mãe pedira e então foi-se embora. Claro que não se esqueceu do que tinha visto e portanto resolveu depois ir outra vez ali para ver aquilo melhor. Na segunda-feira, no recreio a Maria contou o que tinha visto naquele sábado e os seus amigos e ela resolveram ir lá. Mas não sabiam como é que iam lá sem os seus pais. Pensaram, pensaram até que o Pedro pensou que o primo dele podia ir com eles. Quando o Pedro chegou a casa foi logo perguntar ao primo dele se ele queria ir com eles ver aquele buraco que parecia tão interessante. O primo que se chamava André disse logo que sim porque da ultima vez que tinha ido com eles a um sitio tinha-se divertido muito. Ao outro dia o primo do Pedro disse aos pais do Pedro que eles iam jogar à bola no parque mas quando disse isso estava a fazer figas.&lt;br /&gt;Quando lá chegaram eles viram a tal placa a dizer para que servia aquilo antigamente. Quando olharam lá para baixo viram qualquer coisa a brilhar lá bem no fundo. De repente ouviram uma senhora a gritar:&lt;br /&gt;- Roubaram-me!!! Roubaram-me!!! -repetia ela vezes sem fim.&lt;br /&gt;Os meninos ao ouvir aquilo foram logo ver o que se passava e perguntaram à senhora o que se passava e ela só gaguejava:&lt;br /&gt;- Rouba… Roubaram-me&lt;br /&gt;- Roubaram-lhe o quê? Dinheiro? Jóias?&lt;br /&gt;- Jói...Jóias. Mui…Muitas jóias!!!&lt;br /&gt;- Mas não lhe roubaram mais nada?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;A Maria começou a raciocinar, juntando o que se tinha passado com o que eles tinham visto, e pensou que aquela coisa a brilhar podiam ser as jóias daquela senhora, e podiam ter sido roubadas na noite passada.&lt;br /&gt;Como a Maria queria dizer aos amigos o que se tinha passado inventou uma desculpa para se irem embora dali. Quando já estavam bem longe da casa da senhora a Maria contou aos amigos o que tinha pensado e todos concordaram que era uma boa hipótese.&lt;br /&gt;A seguir, puseram-se todos encostados ao vidro, ah pois, porque a Câmara tinha posto ali um vidro para ninguém cair lá para baixo. Eles continuavam a ver aquela coisa a brilhar mas não sabiam como é que podiam descobrir o que era aquilo. Entretanto o João disse:&lt;br /&gt;-Aqui não estamos a fazer nada. Vamos mas é para casa e cada um pensa em hipóteses.&lt;br /&gt;No dia seguinte eles ouviram dizer nas notícias que tinha havido vários assaltos no bairro. Quando ouviram aquilo foram logo dizer ao primo do Pedro para ele os levar outra vez lá para verem se ainda estava lá aquilo a brilhar. Para desilusão de todos já lá não estava nada, népia. Vendo aquilo o Pedro disse:&lt;br /&gt;- Isto é impossível! Ainda ontem estava ali qualquer coisa e agora nem sinal.&lt;br /&gt;Pensaram, pensaram até que o André disse:&lt;br /&gt;-Eu sei que não devia, mas como foram vocês que me meteram nisto eu decidi que esta noite vimos para aqui espiar sem os vossos pais saberem e vemos o que acontece. Eles combinaram encontrar-se à porta de um café que era ali perto.&lt;br /&gt;Nessa noite o primo do Pedro foi a cada uma das casas dos meninos e trouxe-os sem fazer barulho para os pais não ouvirem. Quando já estavam quase a chegar os miúdos começaram a pensar num sítio onde se pudessem esconder. Já escondidos, cada um no seu sítio esperaram até que acontecesse alguma coisa. Esperaram, esperaram até que ouviram um barulho vir do tal buraco. Quando ouviram aquilo viraram-se logo para lá para ver o que se passava. De repente ouviram dois homens a falar:&lt;br /&gt;- Temos que esconder as jóias bem. -disse um deles&lt;br /&gt;- Cala-te!!! Agora tira mas é essa porcaria do vidro com aquela ferramenta que tu tens!!!&lt;br /&gt;A seguir de o homem tirar o vidro o outro agarrou numa escada muito grande e meteu-a lá dentro. Depois começou a descer. O outro homem foi logo a seguir mas este levava um saco do continente cheio até meio e parecia brilhar lá por dentro.&lt;br /&gt;- Devem ser jóias. -disse o Pedro baixinho.&lt;br /&gt;Quando eles tinham a certeza que os ladrões não os ouviam o André disse:&lt;br /&gt;- Agora eu vou com o Pedro à esquadra de Carnide e vocês vão ficar aqui com o meu telemóvel e quando eles subirem filmam. Perceberam?&lt;br /&gt;- Sim!!! - disseram eles em coro.&lt;br /&gt;- Agora eu vou-me embora e tenham cuidado para não derem vistos. Adeus!!!&lt;br /&gt;Passado algum tempo os miúdos ouviram passos de pessoas atrás deles e assustaram-se. Quando olharam para trás viram o pai da Maria e a mãe do João com ar de zangados e de aflitos ao mesmo tempo. Nesse momento a mãe do João disse:&lt;br /&gt;- O que é que se passa aqui? -disse ela muito alto e com um tom de zangada.&lt;br /&gt;Nesse momento ouviu-se um barulho vindo do buraco e o João disse baixinho:&lt;br /&gt;- Eu explico depois agora baixem-se e dêem-me espaço para eu filmar.&lt;br /&gt;A mãe e o pai não estavam a perceber nada mas baixaram-se à mesma.&lt;br /&gt;Entretanto o André e o Pedro tinham chegado com a polícia e tinham-se escondido noutro sítio mais perto do buraco para quando os ladrões subissem atacarem.&lt;br /&gt;Quando se viu que os ladrões já estavam cá fora os polícias apontaram-lhes as armas e levaram-nos para a esquadra e quando eles já não estavam com os polícias a mãe do João disse:&lt;br /&gt;- Agora vamos nós ter uma converssinha senhor João…E eu também quero falar contigo André…&lt;br /&gt;Depois nem queiram saber o que aconteceu a seguir, porque o João levou um sermão daqueles mesmo maus, e acreditem que os amigos dele também de certeza que levaram o mesmo, porque no outro dia, no recreio, não falavam doutra coisa senão da aventura que tinham tido e do sermão que tinham levado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carnide, 6 de Junho de 2008 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-7407112651787163513?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/7407112651787163513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=7407112651787163513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/7407112651787163513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/7407112651787163513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2008/06/os-amigos-do-esquerdo-uma-aventura-em.html' title='Os amigos do esquerdo: Uma aventura em Carnide.'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SEmkcCOwTKI/AAAAAAAAAEA/PxkyC60WPMg/s72-c/visitas+de+estudo+do+4%C2%BA+ano+110.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-6322391818704644819</id><published>2008-06-05T00:45:00.011+01:00</published><updated>2008-06-06T00:07:15.994+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto infantil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dar uma lição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bulliyng'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escola primária'/><title type='text'>Os Amigos do Esquerdo: os maus colegas (III Parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SEcu7kVwpBI/AAAAAAAAAD4/2BY2kclSAaA/s1600-h/visitas+de+estudo+do+4%C2%BA+ano+192.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208183094979372050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SEcu7kVwpBI/AAAAAAAAAD4/2BY2kclSAaA/s200/visitas+de+estudo+do+4%C2%BA+ano+192.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; (continuação)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SEcrFkujHiI/AAAAAAAAADg/NoOQPsxEVzc/s1600-h/visitas+de+estudo+do+4%C2%BA+ano+193.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Dois dias depois, quando tocou para o intervalo da manhã, as crianças invadiram o pátio rapidamente, como de costume. Mas quem estivesse mais atento perceberia que havia qualquer coisa diferente no ar, o som não era o mesmo dos outros dias, os grupos estavam mais juntos, organizou-se um jogo de futebol tão pouco convicto que nem tinha guarda-redes. O ambiente era de expectativa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208178885035152690" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SEcrGhE11TI/AAAAAAAAADo/DMNi7ZP_BoY/s200/P6030216.JPG" border="0" /&gt;A professora Maria João que passou pelo pátio para ir tomar um café lá fora, sentiu a diferença. Olhou à sua volta, estranhando. Era como se um teatro se estivesse a passar, um teatro em que cada um desempenhava o papel de si próprio, mas em mais lento. Ela fez o mesmo que a maioria estava a fazer: fingiu que continuava o seu caminho mas ficou atenta, continuou a andar mas os seus passos não a levaram para fora do recreio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Mário e o Gustavo que, como quase todas as pessoas mal-educadas, viam da realidade apenas aquilo que lhes dava jeito, não deram por nada. Só viram a Inês sentar-se num banco para comer o lanche, um pacote de batatas fritas e um sumo. Aproximaram-se e nem perceberam que ela os viu chegar sem tentar afastar-se, ao contrário do que fazia habitualmente. Foi o Mário que fez a conversa do costume:&lt;br /&gt;- Dá cá o pacote de batatas fritas, isso faz-te mal!&lt;br /&gt;- Ficas gorda e tu já és tão feia, eu fico com o sumo. Não tens vergonha? És mesmo totó! – acrescentou o Gustavo.&lt;br /&gt;Mas, de repente, até para ele foi evidente que qualquer coisa esquisita se passava. A Inês não reagia, só os olhava de frente, desafiante. Alé disso havia um silêncio invulgar e pesado no recreio. Olhou por cima do ombro e encontrou ali mesmo, pertinho, a cabeça do Miguel Fonseca. Logo atrás estava o João, com a Maria de um lado e a Carolina do outro. A cercar o Mário estava o Pedro e um colega do 4º ano, grande e com cara de poucos amigos. E, aproximando-se lentamente, mais de metade da escola!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A professora Maria João que se mantinha a vigiar o pátio nem queria acreditar no que estava a acontecer. Tinha visto os grupos porem-se em movimento, como comandados por uma mesma voz, assim que o Mário e o Gustavo se dirigiram para a Inês. Rápida e silenciosamente os dois rufias foram sendo cercados sem se aperceberem e agora estavam completamente encurralados, estupefactos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi a Maria que interpelou os colegas, como tinha sido combinado:&lt;br /&gt;- Porque é que vocês não se metem com alguém do vosso tamanho?&lt;br /&gt;O Mário ainda tentou responder em tom de desafio, mas aquilo soou com muito pouca convicção: - O que é que tu tens a ver com isso, miúda?&lt;br /&gt;O Ricardo, o rapaz alto do 4º ano, interrompeu:&lt;br /&gt;- Tem ela a ver com isto e temos nós todos. Estamos todos aqui na escola e não admitimos que vocês andem a chatear os colegas e estragar o nosso recreio.&lt;br /&gt;O Mário e o Gustavo começaram a ficar aflitos e fizeram menção de se afastar, mas o círculo à volta deles apertou-se. O Mário forçou e estava mesmo a ponto de se iniciar uma luta quando se ouviu a voz firme da professora Maria João:&lt;br /&gt;- Parem com isso, meninos. O que é que se passa aqui?&lt;br /&gt;O Gustavo aproveitou:&lt;br /&gt;- Oh professora, querem-nos bater, estão todos contra nós! Nós não fizemos nada.&lt;br /&gt;Mas a professora tinha visto tudo.&lt;br /&gt;- É estranho, pois parece que realmente estão todos contra vós. Dá que pensar, não? – e voltou-se para o Ricardo – Queres-me explicar o que se passa aqui, Ricardo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto as outras professoras e as auxiliares já se tinham apercebido que alguma coisa se passava e aproximaram-se do grupo.&lt;br /&gt;A professora Maria João e a Directora levaram a Inês, o Ricardo, a Maria e o João para a sala de professores, enquanto deixavam o Mário e o Gustavo num banco cá fora, com uma auxiliar a tomar conta.&lt;br /&gt;A Maria explicou o que se tinha passado, com a ajuda dos outros. A Inês, já sem vergonha, explicou como os dois colegas lhe exigiam sistematicamente o lanche, desde que se tinham apercebido que ela costumava levar sumos e salsichas ou batatas fritas. Às vezes também se aproximavam apenas para dizer coisas desagradáveis ou para “encomendar” um lanche especial para o dia seguinte. Era horrível mas ela tinha ficado sem saber o que fazer, com medo e com vergonha de contar aos amigos. Nem dissera nada aos pais.&lt;br /&gt;As professoras ralharam um bocado: deviam ter ido falar com elas, em vez de planearem resolver o problema sozinhos. Podia ter sido perigoso, podia ter havido uma grande confusão! Mas também disseram que se tinham mostrado bons amigos e que tinham percebido que a união faz a força. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais tarde foram chamados os pais do Mário e do Gustavo. Eram boas pessoas e ficaram muito zangados. Obrigaram os filhos a pedir desculpa aos colegas que tinham tratado mal, o que ambos fizeram. Também foram obrigados a ajudar os empregados do refeitório a levantar as mesas e arrumar o refeitório, durante duas semanas, o que serviu ao mesmo tempo como castigo e como maneira de remediarem o mal que tinham feito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dias depois, no pátio, no recanto das conversas, o João, a Maria, a Carolina, os Miguéis, o Pedro, a Mariana comentavam, alegres, o sucesso da missão. O João anunciou solenemente que, depois de ter agarrado um ladrão no supermercado e resolvido o mistério dos colegas chateados, tinha decidido que queria ser detective. E, triunfante, tirou do bolso uma lupa como aquelas que aparecem nas imagens dos livros do Sherlock Holmes:&lt;br /&gt;- Já comprei esta lupa para procurar pistas! – disse entusiasmado.&lt;br /&gt;Os outros desataram a rir, a olhar para ele, com um olho muito grande por detrás da lupa.&lt;br /&gt;- Está bem – disse o Pedro – Mas antes que apareça o próximo mistério vamos mas é jogar à bola!&lt;br /&gt;Ninguém se fez rogado e lá foram, aproveitar o resto do intervalo da forma que mais gostavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-6322391818704644819?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/6322391818704644819/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=6322391818704644819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/6322391818704644819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/6322391818704644819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2008/06/os-amigos-do-esquerdo-os-maus-colegas-3.html' title='Os Amigos do Esquerdo: os maus colegas (III Parte)'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SEcu7kVwpBI/AAAAAAAAAD4/2BY2kclSAaA/s72-c/visitas+de+estudo+do+4%C2%BA+ano+192.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-7699684892937626781</id><published>2008-05-21T00:55:00.010+01:00</published><updated>2008-06-05T01:17:38.129+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='missão espreitadela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vergonha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='recreio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bullying'/><title type='text'>Os Amigos do Esquerdo: Os maus colegas (II Parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(continuação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “Missão Espreitadela”, como eles chamaram à vigilância dos amigos com problemas, começou logo no dia seguinte, no intervalo da manhã. Só teve uma quebra quando o Pedro se esqueceu do turno dele, entusiasmado com um jogo de futebol renhido, em que a equipa dele estava a ganhar por 2-0 contra alguns dos melhores jogadores da escola. Ele ia lá deixar um jogo daqueles a meio! Ninguém lhe levou a mal, o João e os “Migueis” também lá estavam. Felizmente a missão não ficou muito comprometida, porque a Maria e a Carolina que nesse dia estavam com outras raparigas a jogar ao elástico, acabaram por estar com a Inês durante o recreio quase todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi preciso muito tempo para perceberem que o que se passava estava relacionado com o Gustavo e o Mário. Tomando mais atenção os amigos perceberam que o Cláudio e a Inês tentavam evitar aqueles dois colegas mais velhos, sem sucesso. Volta e meia lá estavam os dois no caminho do Cláudio ou da Inês, com o ar de quem os espera para dar uma palavrinha, mas com uma atitude agressiva. Era impossível passar-lhes ao lado, eles fingiam que se desviavam mas voltavam a aparecer mais à frente. Trocavam uma conversa que os observadores não percebiam. Só viam o Mário e o Gustavo afastarem-se, às vezes com qualquer coisa na mão.&lt;br /&gt;O grupo da “Missão Espreitadela” estava completamente surpreendido. É que não só perceberam que alguma coisa muito errada se estava a passar com os dois amigos, mas viram que aqueles colegas do 4º ano também faziam o mesmo a outros. Se não fizessem nada o recreio ia tornar-se um sítio muito desagradável para muitos meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reuniram-se no pátio, no recanto das conversas, um sítio um bocado recuado, onde se podia estar sem ninguém vir incomodar. Estavam indignados. A Maria pôs em palavras o que todos estavam a pensar:&lt;br /&gt;- Não podemos deixar que isto continue!&lt;br /&gt;- O problema é o que podemos fazer. Eles são mais velhos que nós. – disse o Miguel Fonseca.&lt;br /&gt;- Eles são mais velhos mas nós somos mais! – disse o João – Temos é de pensar num plano, não sei bem o quê, mas se cada um tiver uma ideia talvez alguma seja de jeito.&lt;br /&gt;- Ir falar com uma das professoras? – arriscou a Mariana&lt;br /&gt;- E se ela não acreditar em nós? – perguntou a Carolina – Ainda nos ralham por estarmos a acusar colegas sem provas.&lt;br /&gt;- Mas o Cláudio ou a Inês ou um dos outros podem dizer que nós estamos a falar verdade.&lt;br /&gt;- Tu não vês que eles nem nos contaram a nós, que somos amigos deles. Eles devem ter vergonha de estarem a ser gozados ou qualquer coisa assim. Não vão querer falar disso à professora. - Os outros olharam com admiração para o Miguel Fonseca por ele ter feito uma observação tão profunda. E tiveram de reconhecer que provavelmente tinha razão, se quisessem falar do assunto o Cláudio ou a Inês já o teriam feito.&lt;br /&gt;De repente a Carolina deu um salto que assustou toda a gente:&lt;br /&gt;- Acho que já sei como podemos fazer. Oiçam a minha ideia.&lt;br /&gt;O grupo inclinou-se para a frente, ficaram com as cabeças muito próximas e, numa voz secreta, a Carolina expôs o seu plano. Quando acabou havia um sorriso em todas as caras. Mais uma vez a Maria deu voz ao pensamento de todos:&lt;br /&gt;- Que grande ideia. É mesmo isso que vamos fazer. Vamos combinar como é que preparamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a combinação teve de ficar para mais tarde, porque a campainha tocou e lá foram a correr para a aula. Iam muito mais aliviados, porque achavam que tinham encontrado uma solução para pôr na ordem aqueles chatos e maus colegas.&lt;br /&gt;(continua)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-7699684892937626781?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/7699684892937626781/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=7699684892937626781' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/7699684892937626781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/7699684892937626781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2008/05/os-amigos-do-esquerdo-quem-anda-chatear.html' title='Os Amigos do Esquerdo: Os maus colegas (II Parte)'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-6548380897743126239</id><published>2008-05-10T00:48:00.009+01:00</published><updated>2008-05-28T00:05:02.907+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='recreio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos com problemas'/><title type='text'>Os Amigos do Esquerdo: Os maus colegas (I Parte)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SCTqE--GIoI/AAAAAAAAADI/4bKTFSAKdZE/s1600-h/P7180050.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198537241236218498" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SCTqE--GIoI/AAAAAAAAADI/4bKTFSAKdZE/s200/P7180050.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que o tempo aquecia e os dias de chuva ficavam mais raros, na escola o recreio animava. O futebol não podia faltar e era o jogo preferido do grupo de amigos do João e da Maria. Quando a campainha tocava o Pedro era geralmente o primeiro a chegar ao campo, rápido e com a bola debaixo do braço.&lt;br /&gt;Pouco atrás vinham os outros, o João, o Miguel Mendes, o Cláudio que eram todos da mesma turma. E também chegava a Maria, com a Carolina, a Mariana, o Miguel Fonseca e outros, de outras turmas, mais rapazes do que raparigas, porque nem todas as meninas gostavam de futebol. As equipas organizavam-se rápido pois o intervalo era curto e tinha de se aproveitar o tempo, antes que a campainha tocasse a acabar com a diversão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isto era o que acontecia nos dias bons. Quando chovia e não se podia ir lá para fora tinha de se inventar outras coisas para fazer. Nesses dias os amigos do esquerdo e os seus companheiros muitas vezes acabavam a conversar, porque as brincadeiras dentro de casa não os entusiasmavam tanto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi num desses dias que a Maria chamou a atenção dos outros para a mudança que tinha ocorrido no Cláudio e na Inês nos últimos tempos: eles andavam mais silenciosos, muitas vezes afastavam-se dos amigos do costume e não participavam da mesma maneira das brincadeiras nem dos jogos de futebol. O Miguel Fonseca disse que também já tinha reparado. O João, o Pedro e o Miguel Mendes pensando bem nas atitudes dos colegas acabaram por reconhecer que eles estavam diferentes há umas semanas.&lt;br /&gt;- Eu noutro dia até os vi a falar com o Gustavo e o Mário, aqueles miúdos mal-educados do 4º ano, com quem quase ninguém se dá. – disse o João. - Achei esquisito, mas depois esqueci-me. Só me lembrei agora que vocês falam disso.&lt;br /&gt;- Isso é mesmo muito esquisito – observou a Carolina – esses miúdos só ligam aos do 1º ano para gozarem com eles. Será que andam a gozar com o Cláudio e a Inês e é por causa deles que eles andam tão chateados? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aquele grupo não era de se ficar quando tinha algum mistério pela frente e, principalmente, não era de se ficar quando achava que algum amigo estava com problemas. Por isso, logo ali, organizaram um plano para tentarem descobrir o que se estava a passar para o Cláudio e a Inês andarem tão em baixo. Decidiram que, nos próximos dias, em todos os intervalos se revezariam para estar sempre alguém a observar o Cláudio e a Inês e, assim, se o que os incomodava estava a acontecer na escola iriam perceber. Se não observassem nada de especial seriam obrigados a concluir que tinham problemas fora da escola, talvez com a família e, nesse caso, mais tarde pensariam como animá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-6548380897743126239?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/6548380897743126239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=6548380897743126239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/6548380897743126239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/6548380897743126239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2008/05/os-amigos-do-esquerdo-o-problema-dos.html' title='Os Amigos do Esquerdo: Os maus colegas (I Parte)'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SCTqE--GIoI/AAAAAAAAADI/4bKTFSAKdZE/s72-c/P7180050.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-110191070628524055</id><published>2008-04-05T02:26:00.009+01:00</published><updated>2008-04-07T21:39:58.657+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='betty boop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='t-shirt'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aventura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lojas de roupa'/><title type='text'>Quando a mãe do João arranjou sarilhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R_qGinHko9I/AAAAAAAAAC8/EHcFNFY6YUw/s1600-h/betty038.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186605850044965842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R_qGinHko9I/AAAAAAAAAC8/EHcFNFY6YUw/s200/betty038.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;(continuação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a avó contou, para divertimento do João e da Maria que a ouviam com toda a atenção:&lt;br /&gt;- Quando a tua mãe era mais ou menos da tua idade, João, tinha uns seis ou sete anos, um dia fomos, como hoje, fazer compras, mas foi de roupa. Lá andámos as duas, entrámos e saímos, experimentámos lojas inteiras e comprámos umas coisas engraçadas. O avô, que não tinha paciência para aquelas sessões de compras de raparigas, tinha ficado em casa a descansar. Já tínhamos comprado quase tudo o que precisávamos – e algumas coisas de que não precisávamos, para ser honesta – quando entrámos numa última loja. A tua mãe já estava um bocado farta e começava a fazer disparates, tipo sentar-se nas prateleiras ou tirar muitas roupas dos cabides e deixar logo de lado. De repente viu uma t-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;shirt&lt;/span&gt; lindíssima da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;betty&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;boop&lt;/span&gt;, uma boneca de desenhos animados antigos.&lt;br /&gt;- Oh, eu sei! – disse a Maria - comprei em Espanha um porta-chaves dela, é muito gira!&lt;br /&gt;- Pois é, - continuou a avó - e a t-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;shirt&lt;/span&gt; entusiasmou muito a minha filha. Eu nessa altura estava a provar uma blusa e ela ficou cá fora. Então ficou com a t-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;shirt&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;betty&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;boop&lt;/span&gt; na mão para me mostrar quando eu saísse e continuou a explorar a loja. Eu saí, decidi não comprar nada, agradeci à empregada e disse: “Sara, vamos embora”. Ela veio comigo e quando íamos a sair a porta começou o alarme a apitar. Veio a empregada, a olhar para nós com um ar muito desconfiado, eu sem perceber nada e a empregada, com um ar triunfante, tirou das mãos da Sara a t-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;shirt&lt;/span&gt; que ela tinha misturado com os sacos de compras que trazia na mão. – Aqui a Avó virou-se para a filha - Eu acho que fizeste sem querer, era realmente uma confusão de sacos, foi, não foi?&lt;br /&gt;- Oh mãe, claro que foi, acha que eu ia roubar uma t-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;shirt&lt;/span&gt;? – respondeu, indignada, a mãe do João.&lt;br /&gt;- Bom, mas a empregada não acreditou, percebem? Começou a acusar-me de roubar a t-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;shirt&lt;/span&gt;, de usar a minha filha para fazer isso. Eu ainda disse que ela estava a ser parva, que se via logo que a criança estava distraída, mas depois desisti porque a mulher não ouvia nada e só repetia que eu estava a roubar. Chamou o segurança, apareceu também um polícia e ela insistiu que tínhamos de ir para a esquadra. Felizmente o segurança e o polícia eram mais sensatos e acabámos no escritório dos seguranças. Eles queriam que eu pagasse a t-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;shirt&lt;/span&gt; mas eu recusei, não queria dar dinheiro nenhum a ganhar àquela maluca. Então disseram que para se resolver aquilo de uma vez por todas o melhor era chamar o meu marido, ele responsabilizava-se por nós e deixavam-nos ir. Telefonei para o avô e pedi-lhe que viesse ter connosco. Ele veio, muito intrigado, porque eu não lhe quis contar a razão pelo telefone. Achei que ele não ia perceber nada. Claro que quando chegou e ouviu a história nem queria acreditar – como tu agora, minha querida. Mas teve de se render às evidências, aceitou ele pagar a t-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;shirt&lt;/span&gt; e saímos dali, eu furiosa por ele ter comprado a t-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;shirt&lt;/span&gt;, tu, Sara, toda contente com a t-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;shirt&lt;/span&gt; mas muito atrapalhada, com medo que nos levassem para a prisão e o teu pai a repetir, estupefacto: “Mas vocês vêm às compras e acabam presas!!? Mas o que diabo é que aconteceu?”&lt;br /&gt;Nesta altura o João e a Maria riam-se imenso, a imaginarem a mãe do João, aquela senhora actualmente com um ar tão sensato, a ser levada pelo polícia do centro comercial, com toda a gente a olhar para ela e ela com vontade de se sumir pelo chão abaixo.&lt;br /&gt;- Olhem que não, eu não ia assim tão envergonhada, até me sentia um bocado heroína, com a atenção daquela gente toda. – disse a mãe que, ao ouvir a história, se tinha lembrado da cena.&lt;br /&gt;- Bom, pelo menos hoje estivemos do lado dos polícias e não dos ladrões, como naquela altura. – comentou a Avó.&lt;br /&gt;- O que eu gostava mesmo era que nos mantivéssemos afastados tanto dos polícias como dos ladrões, pode ser? – disse a mãe do João. E para encerrar a conversa, que não lhe estava a agradar muito: - Vá, venham ajudar-me a arrumar as compras que depois vamos ver um filme todos juntos.&lt;br /&gt;- Mas queremos um filme de aventuras! – disseram ao mesmo tempo o João e a Maria.&lt;br /&gt;E assim foi. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-110191070628524055?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/110191070628524055/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=110191070628524055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/110191070628524055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/110191070628524055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2008/04/quando-me-do-joo-arranjou-sarilhos.html' title='Quando a mãe do João arranjou sarilhos'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R_qGinHko9I/AAAAAAAAAC8/EHcFNFY6YUw/s72-c/betty038.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-7518450852167366990</id><published>2008-03-15T01:31:00.005Z</published><updated>2008-05-28T00:02:23.047+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='historia infantil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='supermercado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aventura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ladrões'/><title type='text'>Os amigos do esquerdo: assalto no supermercado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num sábado de Inverno a mãe do João, com muitas coisas para fazer em casa, pediu à Avó para lhe ir fazer as compras da semana ao supermercado. O João que estava um bocado aborrecido, com o mau tempo lá fora e a televisão só a dar parvoíces, aceitou o convite para ir com ela. Estava mesmo a apetecer-lhe perder-se nas prateleiras dos brinquedos e fazer um lanchinho de pizza depois das compras. Convenceu a Avó a chamar a Maria, no andar de cima e lá foram os três, com a lista da mãe.&lt;br /&gt;Despacharam as compras com bastante rapidez, porque todos ajudaram e o João até completou com algumas coisas que ele sabia que faziam falta, mas que a mãe não se tinha lembrado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não era para admirar, porque a mãe passava imensas horas a trabalhar e, muitas vezes, quando chegava a casa ainda trazia na cabeça as histórias que ficava a conhecer no trabalho. O pai queixava-se “a tua mãe anda sempre na lua”, mas o João não lhe levava a mal, até encontrava vantagens nisso, porque na hora de dormir a mãe contava-lhe algumas dessas histórias interessantes, que tinha lido na sua tarefa de escolher livros para publicar. Por isso, o João foi juntando no carrinho do supermercado aquelas coisas que a mãe tinha esquecido, orgulhoso de poder ajudar: os flocos que ela tomava ao pequeno-almoço, a pasta de dentes dele que se tinha acabado, o shampoo da natação, etc.&lt;br /&gt;Estava a Maria a tirar umas bolachas da prateleira quando chocou com ela um destravado que vinha a correr, para tirar uma caixa da mesma prateleira. A Maria ia começar a protestar: “cuidado!” quando viu quem era: o Pedro que se equilibrou com dificuldade e abriu um sorriso entusiasmado: “Maria! O que estás aqui a fazer?” Ela riu-se: “O mesmo que tu, ora, estou às compras! Vim com a avó do João.” “O João está aí? Onde, onde?” E foram logo ter com o João, que esperava na fila do fiambre.&lt;br /&gt;Estavam as compras feitas, as da lista e as extra lista e chegara a altura do lanche de pizza. Convidaram o Pedro. Os pais dele, que estavam ainda a começar as compras, agradeceram e autorizaram-no a aceitar o convite. Assim ficavam um bocado mais despreocupados para se concentrarem no que precisavam.&lt;br /&gt;A Avó, o João, a Maria e o Pedro sentaram-se na esplanada, cada um com o seu tabuleiro. O carrinho das compras ficou à vista, num canto próximo. Comeram, conversaram e riram. A Avó ouvia-os e também entrava na conversa, ela apreciava bastante a companhia do neto e dos amigos. O Pedro estava muito animado. No caminho tinha vindo a protestar com os pais por ter de ir com eles ao supermercado: “Quando tiver 8 anos quero ficar sozinho em casa quando vocês forem às compras!” “Mas porque é que não posso ficar em casa, eu já sou crescido!” “Eu não abro a porta a ninguém, prometo!” E por aí fora, mas nenhum argumento convencera os pais. E ainda bem, porque entre ficar em casa sozinho ou vir comer pizza com os amigos nem se perguntava o que preferia! Contava esta história aos amigos e todos se riram. Imaginavam perfeitamente o Pedro a fazer uma cena daquele tipo, todo convencido que no ano seguinte já poderia fazer tudo o que agora não o deixavam. A Maria desiludiu-o: "Mas tu pensas que aos oito anos vais ser crescido? Eu tenho oito anos e ainda não me deixam ficar sozinha em casa. A não ser por uns minutos, para irem ao café lá em baixo.” “Mas tu querias ficar sozinha em casa também, Maria?” perguntou a Avó, intrigada. “É que é assim uma coisa de ser maior, percebe, faz-nos sentir menos criança.” respondeu a Maria. Ficou um momento em silêncio e depois continuou: “Eu na verdade às vezes tenho um bocadinho de medo” A Avó riu-se: “Deixa estar, eu também.” O Pedro, fanfarrão disse: “Quando me deixarem eu não vou ter medo nenhum!”&lt;br /&gt;De repente o João, que estava calado a olhar para o lado onde tinham deixado o carrinho com as compras, gritou: “estão a roubar o nosso carrinho!” “O quê?!” Todos olharam para lá, estava um homem, como quem não quer a coisa, a começar a empurrar o carrinho deles, primeiro devagar depois a acelerar. O João levantou-se a gritar: “HEI, esse carrinho é nosso!” O Pedro e a Maria levantaram-se também, o homem desatou a correr, sem largar o carrinho, eles correram atrás dele por ali fora, a Avó vinha logo a seguir, também a gritar: “chamem um segurança, chamem um segurança.” Foi uma grande confusão! O homem, quando se viu assim perseguido, percebeu que para conseguir fugir tinha de deixar o carrinho. Já sem ele continuou a correr no meio das pessoas, mas o João continuou atrás dele e conseguiu passar-lhe uma rasteira que o desequilibrou. Veio um segurança, depois chegou o Pedro, depois a Maria. A Avó chegou daí a pouco, com o carrinho das compras, preocupada se alguém se magoara.&lt;br /&gt;O segurança segurava o homem, que olhava com um ar muito desgostoso para todos. A Avó falou com ele: “Mas o que é que lhe passou pela cabeça, por amor de Deus?” “Têm de vir comigo, vou chamar a Polícia e depois apresentam queixa”, disse o segurança. A avó do João olhava para o ladrão com um ar pensativo. Percebia-se que o homem estava quase a chorar mas a tentar aguentar-se. Então a Avó disse: “Deixe estar, nós não queremos apresentar queixa, recuperámos as nossas coisas e isso é que é importante.” Todos olharam para ela com um ar muito surpreendido. Até o ladrão que deve ter sido o mais surpreendido de todos. “Muito obrigada, minha senhora,” disse ele. “Nem calcula como isso é importante para mim. Peço desculpa, mas é que estou a passar grandes dificuldades de dinheiro e vi ali o carrinho, parecia que ninguém estava a tomar conta dele… Mas afinal este rapaz estava. É corajoso, o miúdo!” “Mesmo que ninguém estivesse a ver o senhor sabia que aquelas coisas eram de alguém.” disse a Avó. “O que o senhor fez não se faz! Mas eu não quero aumentar as dificuldades da sua vida.” O segurança estava um bocado contrariado, mas se a avó não queria apresentar queixa e não tinha chegado a haver realmente um roubo era melhor deixar o homem ir embora. Foi o que fizeram.&lt;br /&gt;Viram-no afastar-se, depois de voltar a agradecer à Avó. Começaram a falar todos ao mesmo tempo, excitados, a discutirem se era certo ou errado deixarem-no ir. A Avó explicou a sua atitude o melhor que conseguiu: “Sabem”, disse ela, “se ele é realmente um ladrão vai voltar a roubar e, mais tarde ou mais cedo, vai ser apanhado. Mas se é apenas um homem normal, a passar por grandes problemas na vida, isto vai servir-lhe de lição e é provável que não volte a fazer uma coisa tão tola.”&lt;br /&gt;Quando se juntaram aos pais do Pedro estes nem queriam acreditar no que lhes contavam, como é que tinha acontecido aquilo tudo em tão pouco tempo?! Mas o pior foi mais tarde, quando chegaram a casa do João. A mãe caiu das nuvens, preocupadíssima: “Só vos acontecem coisas malucas!” E voltando-se para a Avó: “Oh mãe, mas como é que é possível? Como é que deixou os miúdos irem correr atrás dum ladrão? Podia ser perigoso! Estas confusões só se passam mesmo consigo!” “Oh minha querida, deixa estar que tu, no teu tempo, também me arranjaste algumas confusões que não ficaram nada atrás desta!” respondeu a Avó, com um ar muito tranquilo. “Por isso é melhor agradecermos que tudo tenha acabado bem e esquecer o assunto, não acham?”&lt;br /&gt;Mas depois do que a Avó tinha dito não era possível esquecer. A mãe quando era criança tinha-se metido em confusões? Que confusões? Devia ser bem interessante! “Conta, Avó, conta” dizia o João, “conta lá as confusões da minha mãe!” O João e a Maria insistiram e a Avó, que gostava sempre de contar as histórias de antigamente, dispôs-se a contar, mesmo perante o ar desconfiado da filha que nem imaginava que história podia sair dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-7518450852167366990?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/7518450852167366990/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=7518450852167366990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/7518450852167366990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/7518450852167366990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2008/03/os-amigos-do-esquerdo-vo-ao.html' title='Os amigos do esquerdo: assalto no supermercado'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-5577597551753335017</id><published>2008-02-16T01:01:00.009Z</published><updated>2008-04-05T01:09:15.769+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='historia infantil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fadas e bruxas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dia dos namorados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>História antiquada para o dia dos namorados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Autoria: Novamente a Mãe e a Filha&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um jovem príncipe, muito simpático mas também muito difícil de contentar. Sempre que os pais lhe perguntavam porque não se casava, ele respondia: “Porque nunca encontrei uma verdadeira princesa!” E o que queria ele dizer com isto? É que ele não queria apenas uma menina com o título de princesa, queria que ela fosse também uma pessoa delicada, doce e corajosa, como devem ser as princesas de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, andava o príncipe a caçar no bosque, com outros amigos cavaleiros quando, numa clareira, viram uma jovem muito bonita. Tinha uns longos cabelos castanhos, olhos grandes, muito escuros, com pestanas negras e longas que tornavam o seu olhar muito doce. O fato cor de rosa que trazia realçava a pele morena que parecia tão de seda como o vestido. Ela estava de pé, junto a uma árvore e, com gestos e gritos, procurava espantar uma raposa que tentava chegar a uma toca onde tremiam uns filhotes de coelho muito pequenos e indefesos. Quando os cavaleiros se aproximaram a raposa, que já estava a recuar, desapareceu por entre as árvores e o príncipe impressionado com a coragem daquela rapariga desmontou e apresentou-se. Ficaram ali os dois a conversar um bom bocado. Ele ficou a saber que ela vivia num outro país e tinha vindo com os pais visitar uns familiares. E, espanto dos espantos, ela era princesa, filha do rei e da rainha do outro país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressando ao castelo o príncipe foi logo anunciar a novidade aos pais: “Encontrei uma princesa de verdade! Vou fazer o que há tanto tempo os pais e o povo desejam: casar com ela. Podem começar a preparar tudo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora no caso de príncipes e princesas preparar tudo significa, em primeiro lugar, entender-se com os pais da noiva. E o rei, pai da princesa, não queria uma pessoa qualquer para casar com a sua filha. Também ele desejava um rapaz corajoso e bom que pudesse ser para ela um digno companheiro para a vida. Assim disse ao príncipe: “Só podes casar com a minha filha se conseguires passar três provas:&lt;br /&gt;Na primeira terás de vencer um torneio com o cavaleiro mais valente do meu reino. Na segunda terás de trazer o tesouro da bruxa má que vive na floresta e anda sempre a lançar feitiços sobre o meu povo. Na terceira tens de conseguir que a minha filha goste de ti e queira casar contigo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O príncipe estava muito apaixonado e por isso aceitou fazer aquelas provas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prepararam o torneio no castelo: numa grande praça construíram bancadas para quem quisesse assistir e um palanque onde se instalaram os reis com as suas famílias. Tudo enfeitado com fitas coloridas e estandartes esvoaçantes, que era esse o hábito naqueles países. Veio o cavaleiro valente com uma armadura brilhante e começou a luta. Os adversários tinham umas lanças compridas com as quais tentavam deitar o outro abaixo do cavalo; cavalgavam um em direcção ao outro, levantando nuvens de pó, cruzavam as lanças com toda a força e avançavam por ali fora até que voltavam novamente à carga. Das bancadas chegavam gritos: “força, príncipe, força” ou “força cavaleiro valente”, cada povo apoiava o seu favorito. Eles, animados por estas vozes lutavam ainda com mais entusiasmo. Eram ambos muito bons cavaleiros, hábeis a manejar as lanças, por isso era difícil saber quem ia ganhar. Até que o príncipe conseguiu dar uma lançada muito certeira e, com a ajuda do seu cavalo que se inclinou no momento certo, fez o adversário cair. Foi então declarado vencedor e aclamado por todo o povo. Já muita gente pensava que ele merecia casar com a princesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas havia mais provas a ultrapassar. Passados os festejos pela vitória no torneio, o príncipe começou a preparar-se para enfrentar a bruxa. Felizmente vinte anos atrás, no tempo do seu nascimento, os pais tinham tido a boa ideia de convidar para madrinha uma fada que vivia no seu reino. Agora foi procurá-la para se aconselhar sobre a melhor forma de lidar com a bruxa. Afinal bruxas e fadas têm um trabalho parecido, a diferença é que umas usam os seus poderes para fazer o mal e as outras usam-nos para fazer o bem. Mas são ambas entendidas em feitiços. A fada-madrinha ouviu com atenção o afilhado e depois de lhe explicar como podia defender-se de alguns feitiços, como por exemplo evitar que a bruxa o transformasse num rato, deu-lhe uns pós mágicos que faziam dormir. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R7jR-KkjtsI/AAAAAAAAACU/0haxD1J0CV4/s1600-h/carnaval-fevereiro+2007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168111438327428802" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R7jR-KkjtsI/AAAAAAAAACU/0haxD1J0CV4/s200/carnaval-fevereiro+2007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O príncipe foi então para a floresta procurar a casa da bruxa que não demorou a encontrar. Tinha uma clareira à volta em que as árvores e as ervas em vez de serem verdes eram negras, como se um incêndio tivesse passado por ali. Por sorte a bruxa tinha saído para apanhar minhocas, aranhas e pelos de morcego para as suas poções. Ele escondeu-se dentro da casa, à espera que ela voltasse. “Cheira-me a carne humana” disse a bruxa para o seu corvo de estimação quando estava a entrar em casa (ela tinha um olfacto muito apurado, como o ogre do conto “O Pequeno Polegar”). Mas não teve tempo para dizer mais nada, porque o príncipe lançou os pós de fazer dormir e ela caiu logo ali redonda e começou imediatamente a ressonar. O corvo voou a grasnar, mas os pós também o tinham atingido e só teve tempo de chegar ao seu poleiro, antes de ir fazer companhia à dona, no mundo dos sonhos. O príncipe de seguida foi procurar o tesouro que estava, imaginem, ao lado do caldeirão onde a bruxa cozinhava as suas poções, tão segura ela estava de que ninguém se atreveria a chegar perto da sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi logo levar o tesouro ao rei – pai da princesa, muito aliviado por ter conseguido vencer a bruxa. Este ordenou-lhe: “Agora terás de decidir o que fazer com todo este ouro e estas pedras preciosas.” O príncipe respondeu: “Já que a bruxa tem prejudicado tanto o povo deste reino, queimando as culturas, destruindo-lhes casas e outras acções maléficas eu decido que o tesouro deve ser dividido entre todas as pessoas a quem ela fez mal.” Então o rei disse: “Esta era a parte mais importante desta prova e tu acabas de passá-la: revelaste que o teu coração é tão generoso como valente e por isso tens o meu consentimento para casar com a minha filha. Mas falta a terceira prova: tens de conseguir que ela te aceite, pois eu não sou daqueles pais antiquados que decidem pelas filhas com quem elas devem casar-se.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o príncipe partiu para a terceira prova: conquistar o coração da princesa. Comparada com as tarefas anteriores, esta até parece fácil, não é? Mas não foi bem assim. Sabem porquê? Porque, como todos os apaixonados perto da mulher amada, ele ficou um bocado tímido. A fada-madrinha foi novamente uma ajuda preciosa. Explicou-lhe que as raparigas, especialmente as verdadeiras princesas, gostam muito de conversar e de ouvir palavras bonitas e preferem os rapazes que se mostram atenciosos e bons companheiros. Que dão mais valor à oferta de uma flor do que a uma prenda que custe muito dinheiro. O príncipe seguiu os seus conselhos e passou uns belos momentos de conversa com a princesa, passeando pelos jardins do palácio. Levou uma rosa vermelha para lhe oferecer e, pelo sim pelo não, vestiu um bonito fato. Foi assim que a pediu em casamento e prometeu que ia ser um bom marido. A princesa tinha admirado bastante a valentia do príncipe no torneio. Não gritara, como os espectadores das bancadas, mas baixinho torcera por ele. E pensava que ele fora muito corajoso ao aceitar todos os desafios que o rei seu pai lhe impusera. Tinham sido grandes provas de amor e não há dúvida que merecia o amor que ela também sentia por ele. Por isso aceitou a flor e a promessa e disse: “Está bem, eu caso contigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram depressa contar a novidade aos respectivos pais. Estes ficaram muito satisfeitos. Anunciou-se logo o casamento que foi ocasião de grande alegria e divertimento para os habitantes dos dois reinos. Naqueles dias (porque a festa do casamento durou vários dias) não houve fronteiras, todos foram convidados a participar na festa, comendo, cantando e dançando. Menos a bruxa, claro, que continuava a dormir e ainda não sabia de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da festa os recém-casados partiram em viagem. No regresso instalaram-se num palácio construído mesmo na fronteira entre os dois reinos, tiveram muitos filhos e viveram felizes para sempre. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R7jR_qkjttI/AAAAAAAAACc/7OtWeGTMrrY/s1600-h/anivers%C3%A1rio+da+isabel+2007+050.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168111464097232594" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R7jR_qkjttI/AAAAAAAAACc/7OtWeGTMrrY/s200/anivers%C3%A1rio+da+isabel+2007+050.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-5577597551753335017?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/5577597551753335017/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=5577597551753335017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/5577597551753335017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/5577597551753335017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2008/02/histria-antiquada-para-o-dia-dos.html' title='História antiquada para o dia dos namorados'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R7jR-KkjtsI/AAAAAAAAACU/0haxD1J0CV4/s72-c/carnaval-fevereiro+2007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-5633749348776028681</id><published>2008-02-12T00:46:00.001Z</published><updated>2008-03-09T23:39:43.535Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rainha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fatos roubados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hora do chá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiate'/><title type='text'>O Mistério dos Fatos Desaparecidos - II Parte</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R7Dwn6kjtrI/AAAAAAAAACM/ylxrCSsFQcE/s1600-h/visita+de+estudo+ao+museu+da+cidade+-+4%C2%BA+ano+042.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165893341122115250" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="143" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R7Dwn6kjtrI/AAAAAAAAACM/ylxrCSsFQcE/s200/visita+de+estudo+ao+museu+da+cidade+-+4%C2%BA+ano+042.jpg" width="196" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Autoria: Ideias da Filha, escrita da Mãe&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então uns dias depois, quando o fato seguinte ficou pronto, o alfaiate colocou-o no enorme armário das roupas. Tinha chamado o rei e juntos esconderam-se atrás dos sofás do quarto e esperaram. Estava tudo silencioso à volta deles, só se ouviam ao longe os ruídos da vida no palácio, amortecidos pelos cortinados espessos: carruagens que chegavam e partiam, criados que se movimentavam nas suas tarefas de limpeza e arrumação, o jardineiro que trabalhava no jardim e cantarolava enquanto arrancava ervas daninhas. A certa altura ouviram-se passos, eles pensaram que finalmente o ladrão ia aparecer. Mas logo vozes acompanharam os passos, eram algumas damas do palácio que conversavam e riam, a caminho do chá. O rei, farto daquela posição, acocorado atrás do sofá, começou a sentir-se ridículo: “Ora aí está”, disse ele, “não há ladrão nenhum, tu é que me andas a enganar. Vou sair daqui para fora, estou com fome e é hora do chá!” “Esperemos mais um pouco”, disse o alfaiate e ia acrescentar mais qualquer coisa quando o puxador da porta começou a mexer-se. Esconderam-se melhor atrás dos sofás, fizeram silêncio, suspenderam a respiração. Alguém entrou no quarto em bicos dos pés, procurando não fazer barulho e dirigiu-se ao roupeiro, abriu-o com muito cuidado e parou por momentos, à procura. Depois estendeu o braço e retirou lá de dentro o fato novo. O rei e o alfaiate ainda não tinham visto quem era, esperavam para apanharem o ladrão mesmo a tirar o que procurava. Quando ouviram o ruído do tecido saltaram ao mesmo tempo detrás dos seus esconderijos: “Ah ladrão, estás apanhado!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual não foi o seu espanto quando viram... a rainha. Era mesmo ela, com o fato novo nos braços, virando-se muito surpreendida. Mas rapidamente recuperou do espanto e enfrentou-os, furiosa com o rei: “Apanhaste-me sim senhor, mas o que eu queria era dar-te uma lição e está dada! Já não suportava a tua vaidade. Os nossos filhos e eu não conseguimos ter uma roupa nova, porque o alfaiate está sempre atarefado com as tuas encomendas! As pessoas pensam que tu és um péssimo rei, porque estás mais ocupado com a tua vaidade do que com os assuntos importantes do teu reino. E os teus conselheiros tentaram falar contigo, mas nunca lhes deste ouvidos. Tinha de fazer qualquer coisa antes que todo o povo se revoltasse e escolhesse outra pessoa para governar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o surpreendido era o rei. Nunca tinha pensado nas coisas desta maneira. Também nunca ninguém lhe tinha falado assim, porque ninguém se atrevia, afinal ele era o rei. Por momentos lembrou-se das conversas dos seus conselheiros e ministros, da aposta que tinha feito com o costureiro. Olhou de novo para a rainha e reparou que ela era muito bonita e ainda mais assim, zangada, com os olhos brilhantes. Percebeu que todos os que lhe tinham chamado a atenção para o excesso da sua vaidade tinham razão e em vez de chatos, como ele os tinha chamado, eram os seus verdadeiros amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou-se para o alfaiate e pediu-lhe desculpa pela falsa acusação que lhe fizera. Disse como estava arrependido e tencionava cumprir a sua parte da aposta que tinha perdido, pedindo apenas os fatos novos que fossem necessários. Depois, dirigindo-se à sua mulher, agarrou carinhosamente na mão dela e disse: “E tu perdoa-me também, minha rainha. Tenho sido muito parvo. Será que aceitas vir lanchar comigo, só nós dois, para te mostrar como estou arrependido? Ela que, apesar de tudo, gostava dele respondeu: “Aceito, quero bolo de nozes e chá de jasmim.” E pela primeira vez, desde há muitos anos, o rei esqueceu-se de mudar de roupa para a hora do chá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-5633749348776028681?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/5633749348776028681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=5633749348776028681' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/5633749348776028681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/5633749348776028681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2008/02/o-mistrio-dos-fatos-desaparecidos_12.html' title='O Mistério dos Fatos Desaparecidos - II Parte'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R7Dwn6kjtrI/AAAAAAAAACM/ylxrCSsFQcE/s72-c/visita+de+estudo+ao+museu+da+cidade+-+4%C2%BA+ano+042.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-3080618283588906942</id><published>2008-02-10T23:27:00.000Z</published><updated>2008-02-12T00:53:13.502Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mistério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rei vaidoso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiate'/><title type='text'>O Mistério dos Fatos Desaparecidos - I Parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Autoria: Ideias da Filha, escrita da Mãe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez, num país distante, um rei muito vaidoso, parecido com aquele da história “O Rei Vai Nu” que queria ter sempre fatos novos. No quarto dele havia pelo menos uma dúzia de espelhos e todos os dias de manhã o rei se mirava neles, de frente, por trás, de lado e achava-se bonito e elegante. Só depois saía do quarto, todo aperaltado, para os seus afazeres de rei que, como calculam, eram muitos. E durante o dia voltava muitas vezes, para mudar de roupa e fazer novamente o exame da elegância, porque detestava repetir toilletes e queria estar sempre bem vestido, de acordo com as ocasiões. Para se encontrar com o primeiro-ministro vestia-se de uma maneira, para almoçar com a rainha e os príncipes de outra e ainda mudava para ir visitar os seus súbditos, em alguma inauguração que fosse necessário fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite havia sempre muitas festas e o rei não suportava não ser o mais bem vestido entre todos os convidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No palácio havia um alfaiate, que estava ao serviço da família do rei há muitos anos e que nunca tivera tanto que fazer. Foi preciso contratar-lhe ajudantes e mesmo assim tinham de trabalhar até tarde, às vezes pela noite dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos conselheiros do rei chamavam-lhe a atenção porque, com aquela vaidade toda, ele não pensava em mais ninguém e acabava por não ser um bom governante. Gastava muito dinheiro e tempo a vestir-se e a ver-se ao espelho e não se ocupava dos assuntos do reino como deve ser. Mas o rei não os ouvia, dizia que eles tinham era inveja da sua elegância, o que deixava os conselheiros muito descontentes. Já faziam reuniões para resolver o problema, diziam uns para os outros que o melhor era substituir aquele rei pela rainha ou por um dos seus filhos que seriam melhores para o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, depois do jantar, o rei dirigiu-se ao quarto, para vestir um fato novo que o alfaiate lá devia ter deixado. Era para ele estrear em mais uma festa do palácio, nessa noite. Mas não estava lá nenhum fato novo. O rei chamou imediatamente o alfaiate, para lhe pedir contas. Este, muito espantado, viu que o fato tinha desaparecido. Só que o rei não acreditou e acusou-o de não ter feito roupa nenhuma e estar a querer enganá-lo. Nada do que o alfaiate disse o convenceu e o rei ameaçou que o castigava se voltasse a acontecer uma coisa daquelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é que aconteceu mesmo: a partir daí, cada vez que o rei ia mudar de roupa e contava encontrar no roupeiro mais um fato novo de tecido delicado e colorido, só lá estavam os que já tinha usado e não tinha outro remédio senão vestir um deles. Os súbditos, que já andavam a ficar irritados com aquela mania do rei vaidoso, começaram novamente a achá-lo mais simpático, a pensar que ele tinha mudado e que talvez se transformasse finalmente num bom rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele não se conformava e, depois de muito discutir com o alfaiate, disse que o despedia e que ia contratar outra pessoa em quem pudesse confiar. O alfaiate não achou graça nenhuma ao caso. Ele sabia que tinha posto a roupa nova no armário e que ela não estava lá quando o rei chegava. Não estava disposto a ser despedido por causa de uma coisa que não tinha feito, sem primeiro tentar descobrir o que se estava a passar. Disse ao rei:&lt;br /&gt;-Está bem, V. Alteza despede-me mas antes tem de me dar a oportunidade de descobrir quem anda a roubar os seus fatos. Porque está a cometer uma grande injustiça e ainda se vai arrepender.&lt;br /&gt;O rei gostava dele e, principalmente, tinha muita consideração pelo seu gosto e pela sua competência profissional, por isso disse:&lt;br /&gt;-Eu dou-te essa oportunidade que me pedes. Diz-me o que tencionas fazer.&lt;br /&gt;O alfaiate contou-lhe o plano em que tinha pensado e até apostou com o rei que nunca mais fazia um fato se não descobrisse aquele mistério e provasse que tinha razão. Queria que o rei, por sua vez apostasse que se ele, alfaiate, tivesse razão se tornava mais razoável e só pedia fatos novos quando fosse realmente necessário. Como toda a gente no reino já estava um bocado farto daquela vaidade, apesar dela lhe proporcionar um bom emprego. Tinha vontade de trabalhar para outras pessoas, experimentar outros gostos, por exemplo o da rainha, que era muito elegante, mas em quem o rei pouco reparava, ocupado com a sua própria figura. (continua)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-3080618283588906942?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/3080618283588906942/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=3080618283588906942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/3080618283588906942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/3080618283588906942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2008/02/o-mistrio-dos-fatos-desaparecidos.html' title='O Mistério dos Fatos Desaparecidos - I Parte'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-1035823574136016996</id><published>2008-01-29T00:35:00.002Z</published><updated>2008-06-08T00:18:02.779+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='depressão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='professores substitutos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><title type='text'>O João e a Maria: A Gritaria da Professora II Parte</title><content type='html'>Dito e feito: a Maria à frente, os outros logo atrás dela, firmes, prontos para o que desse e viesse. A Maria abriu a porta, com a força do grupo que a seguia foi empurrada para dentro da sala e entraram todos de roldão, por ali fora, para grande espanto e divertimento da turma que estava silenciosa, de castigo, tristemente à espera que o intervalo passasse. A professora não queria acreditar no que os seus olhos viam, levantou-se da sua cadeira, autoritária e… gritou, gritou, gritou!&lt;br /&gt;Gritou tanto que se ouviu lá em baixo, subiram alunos e professores, assustados, convencidos que estava a acontecer alguma desgraça. Foi uma confusão completa que só acalmou com a autoridade da Directora, que mandou os meninos para o recreio e levou a professora para a sala de professores, fechou a porta, deu-lhe um chá e teve uma conversa séria com ela.&lt;br /&gt;Cá em baixo, no pátio do recreio era uma excitação, todos a tentarem explicar ao mesmo tempo o que tinha acontecido. A Maria e os amigos eram os heróis do dia. A história, como todas as histórias que passam de boca em boca já estava ampliada. Já se dizia que tinha havido pedidos de socorro, meninos mal dispostos e coisas assim. Finalmente foram acalmando, cada um foi para a sua sala. O 1º B ficou com uma auxiliar até ao fim das aulas. A professora não voltou.&lt;br /&gt;Bom, a professora Albertina não voltou nessa manhã nem nas seguintes. Parece que, na conversa que tiveram a seguir ao incidente, a Directora percebeu que ela estava doente, deprimida e sem forças para trabalhar. Como estava a obrigar-se a trabalhar apesar de se sentir mal, acabara por fazer uma série de coisas parvas que não faria, se estivesse com a cabeça no lugar. Por isso foi para casa uns tempo, descansar e tratar-se.&lt;br /&gt;Para os seus alunos temporários foi um alívio. Veio uma nova substituta, que por acaso foi um substituto, simpático e que jogava futebol com eles nos intervalos. O Pedro, o maior amante de futebol da turma, nem queria acreditar e o novo professor ficou para sempre no seu coração, mesmo quando, alguns meses depois, a professora Maria João voltou, sempre querida mas menos redonda.&lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-1035823574136016996?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/1035823574136016996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=1035823574136016996' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/1035823574136016996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/1035823574136016996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2008/01/o-joo-e-maria-gritaria-da-professora-ii.html' title='O João e a Maria: A Gritaria da Professora II Parte'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-7005920878243005560</id><published>2008-01-23T00:26:00.002Z</published><updated>2008-06-08T00:17:38.045+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gritaria da professora'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escola primária'/><title type='text'>O João e a Maria: A Gritaria da Professora I Parte</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R5kyEnpUheI/AAAAAAAAACE/jNesDZSQPLA/s1600-h/anivers%C3%A1rio+da+isabel+2007+012.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159209903072773602" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R5kyEnpUheI/AAAAAAAAACE/jNesDZSQPLA/s200/anivers%C3%A1rio+da+isabel+2007+012.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R5aM8vuG_XI/AAAAAAAAAB8/6jH68j106f4/s1600-h/festa+natal+2006+escola+011.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Era uma vez dois amigos, a Maria e o João que também eram vizinhos. A Maria vivia no esquerdo de cima e o João no esquerdo de baixo, por isso brincavam muito na casa um do outro e, às vezes, quando estava bom tempo e os pais autorizavam, iam jogar futebol para a rua.&lt;br /&gt;Era Setembro e a escola ia começar. A Maria, que tinha 7 anos, ia começar o 2º ano e o João, que tinha 6, ia entrar para aquela escola pela primeira vez. O João tinha tido um bocado de pena de deixar o jardim-de-infância, porque gostava muito da educadora e dos companheiros da sala, mas estava cheio de vontade de ir para a escola “a sério”. Apetecia-lhe aprender a ler, a escrever, a fazer contas, ter trabalhos de casa, livros e cadernos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;novinhos&lt;/span&gt; em folha. Estava um bocado preocupado porque isto de ir para uma escola nova, ainda sem amigos, sem conhecer a professora nem os cantos da casa, dá um bocado de preocupação, mas o facto de a Maria estar lá ajudava.&lt;br /&gt;E de facto tudo correu muito bem desde o princípio. A professora chamava-se Maria João, e era muito simpática. Os colegas novos gostavam de jogar futebol e assim que tocava a campainha lá estavam a correr, bola debaixo do braço, para apanhar lugar na baliza. A Maria e umas amigas e uns amigos dela, do 2º B, também vinham para o jogo e faziam-se disputas renhidas.&lt;br /&gt;Mas a professora Maria João estava grávida e, lá pelo final de Novembro, despediu-se dos meninos e das meninas, para ir ter o seu bebé e dedicar-se só a ele durante uns meses. O João pensou que tinha pena, ia ter saudades dela, e não sabia como seria a sua substituta, mas também pensou que a professora ia ficar aliviada, ela há um tempo que parecia muito pesada, com dificuldade em se movimentar. Devia ser um bocado incómodo andar com aquela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;barrigona&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;No dia seguinte à despedida veio a nova professora. Era nova, bonita, magrinha, o contrário da redonda professora Maria João. Os alunos riram-se para ela e até ficaram um bocado excitados com aquela professora que tinha ar de irmã mais velha. Mas ela estava muito insegura, fez um ar muito sério, fechou a cara e esteve assim durante todo o tempo da aula. Nem o Miguel Mendes, o humorista da turma se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;atreveu&lt;/span&gt; a dizer uma piada. Nos dias seguintes o ambiente não melhorou muito. A professora Albertina queria os meninos e as meninas sempre em silêncio e bem comportados. Para conseguir isso punha uma tal cara de má que até fazia aflição. Porque ela era muito bonita e aquele ar zangado ficava-lhe esquisito. E gritava, gritava muito. A Inês coçava o nariz e a professora gritava-lhe para estar quieta. O Cláudio deixava cair o afia e ela sobressaltava-se e gritava-lhe para parar com aquilo. E assim por diante.&lt;br /&gt;O pior foi que, com tanta gritaria, a turma começou a ficar farta. Os atrevidos deixaram de ligar àquilo e passaram a fazer o que lhes apetecia. Os tímidos ficavam calados mas já só ouviam metade do que a professora dizia. Alguns meninos até começaram a ter dores de barriga ou febres inexplicáveis às segundas-feiras, antes de ir para a escola e a verdade é que nunca tinha havido tantas faltas. Com tudo isto a bonita professora Albertina ficava cada vez mais insegura e gritava cada vez mais.&lt;br /&gt;Um dia, estava a Professora a passar uns trabalhos no quadro, quando alguém atrás dela deixou cair uma caixa de material para o chão, com um grande estrondo. Ela virou-se imediatamente com um ar furioso, o Miguel Mendes não aguentou e desatou a rir, o Pedro, o João, a Inês, o Cláudio, contagiados, desataram também à gargalhada. Foi um desassossego, uma confusão na sala, uns a rirem, outros a tentarem apanhar aquelas coisas todas espalhadas pelo chão. Quando a confusão diminuiu, a professora Albertina, muito vermelha, disse que como castigo a turma ficaria sem intervalo.&lt;br /&gt;Entretanto, no recreio, a Maria, a amiga e vizinha do João e a Carolina, que costumavam jogar com ele e com os outros amigos do 1º ano no intervalo, estranharam muito eles não terem aparecido.&lt;br /&gt;- Já viste, não está ninguém do 1º B, - disseram uma à outra, espantadas.&lt;br /&gt;- E se fossemos ver o que se passa? – sugeriu a Carolina.&lt;br /&gt;Subiram as escadas até ao 1º andar, onde ficava a sala do 1º B. Encostaram o ouvido à porta fechada. Não se ouvia absolutamente nada. Olharam uma para a outra preocupadas. De repente apareceram atrás delas o Miguel Fonseca e a Mariana que as tinham visto subir e estavam também intrigados. Os quatro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;juntaram&lt;/span&gt;-se a um canto para decidir o que fazer.&lt;br /&gt;- Não se ouve nada! – disse a Carolina.&lt;br /&gt;- Terá acontecido alguma coisa? – interrogou o Miguel Fonseca.&lt;br /&gt;- Alguma coisa aconteceu, de certeza, - disse a Maria - não sabemos é o quê.&lt;br /&gt;- E se desmaiaram todos? – perguntou a Carolina.&lt;br /&gt;A partir desta pergunta a imaginação deles disparou. Já viam os colegas desmaiados, todos caídos pelo chão, ou a dormir um sono envenenado ou a correrem um terrível risco, nem eles sabiam qual. E decidiram que só havia uma coisa a fazer: entrar na sala, salvar os colegas. (continua) &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-7005920878243005560?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/7005920878243005560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=7005920878243005560' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/7005920878243005560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/7005920878243005560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2008/01/gritaria-da-professora.html' title='O João e a Maria: A Gritaria da Professora I Parte'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R5kyEnpUheI/AAAAAAAAACE/jNesDZSQPLA/s72-c/anivers%C3%A1rio+da+isabel+2007+012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-2332906941039723893</id><published>2008-01-10T23:21:00.000Z</published><updated>2008-01-10T23:46:14.723Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história de páscoa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aldeia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>A Minha Páscoa na Aldeia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R4ar4_uG_VI/AAAAAAAAABs/w932pe1h2yI/s1600-h/P5130155.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R4ar5fuG_WI/AAAAAAAAAB0/c-Ok33Lxpmo/s1600-h/P5270158.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153995827827899746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 237px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px" height="205" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R4ar5fuG_WI/AAAAAAAAAB0/c-Ok33Lxpmo/s320/P5270158.JPG" width="250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era pequena, da idade dos meninos e das meninas do Jardim de Infância e da Escola Primária, vivia em Lisboa, mas muitas vezes ia passar as férias da Páscoa a uma aldeia chamada Caféde, que fica perto de uma cidade chamada Castelo Branco, na Beira Baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a Páscoa é na Primavera, nessa altura a aldeia estava muito bonita e cheirava muito bem porque havia muitas flores, malmequeres, flores amarelas que se podiam comer e outras de que não sei os nomes. Também já estava calor e podíamos vestir t-shirts e, às vezes, andar de sandálias. Eu, as minhas irmãs e os primos e primas adorávamos a Páscoa por causa de tudo isto (o calor, as flores, o cheiro, andar na rua) e também porque havia muitas festas e muitos doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que me lembro é que havia um dia em que se faziam muitos bolos: uns bolos especiais da Páscoa, com feitio de montes, uns espalmados enfeitados com umas garfadas e uns pequenos e redondos que se chamavam “esquecidos” e que eram os meus preferidos. Esses bolos faziam-se no forno de lenha que as minhas tias tinham no quintal da casa delas, que era enorme, parecia o forno da bruxa da história da casinha de chocolate, tão grande que ele era. Toda a gente ajudava e nós andávamos por ali à volta, à espera, para comer os primeiros bolos quentes que ficavam prontos. Para pôr e tirar os bolos do forno havia uma pá com um cabo muito comprido, quase maior que uma criança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Domingo de Páscoa, logo de manhã, vestíamos umas roupas muito bonitas e íamos todos à missa: as mães, os pais, as tias, os tios, as crianças... Quando voltávamos para casa punha-se a mesa, com uma toalha branca de linho, enfeitada com malmequeres que apanhávamos no quintal. Sobre a mesa ficavam os bolos, amêndoas e outros doces e guloseimas. Também havia licores e sumos. Era uma tentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as casas da aldeia se fazia a mesma coisa. E o padre saía da Igreja com as suas roupas especiais, acompanhado de uns meninos vestidos de branco que tinham uma espécie de cestos de metal, nuns vinha incenso a queimar e nos outros água. O padre levava na mão uma cruz (onde estava o Menino Jesus já crescido). Ele percorria a aldeia e visitava todas as casas, uma por uma. Entrava, abençoava as casas e as pessoas que lá estavam davam um beijo no Menino Jesus da cruz. Depois já se podia comer e beber aquelas coisas boas que estavam em cima da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o padre saía de uma casa e ia para a casa dos vizinhos muitas crianças iam com ele, de maneira que nas últimas casas levava atrás dele imensas crianças, a correr e a saltar. Como o padre comia e bebia em todas as casas eu e as minhas irmãs achávamos que ele ainda ficava com uma grande dor de barriga de comer tanto. Nós também apanhávamos os doces que podíamos, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando todas as casas tinham sido visitadas, o padre com o seu cortejo voltava para a Igreja, tocavam os sinos e toda a gente ia almoçar (mas eles ainda tinham fome?!!). O resto do dia era só brincadeira e mais brincadeira. Porque a seguir ao Domingo de Páscoa já havia pouco tempo de férias, estávamos quase a voltar para Lisboa e para a escola e era preciso aproveitar!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-2332906941039723893?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/2332906941039723893/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=2332906941039723893' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/2332906941039723893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/2332906941039723893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2008/01/minha-pscoa-na-aldeia.html' title='A Minha Páscoa na Aldeia'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R4ar5fuG_WI/AAAAAAAAAB0/c-Ok33Lxpmo/s72-c/P5270158.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-9108331554564900735</id><published>2007-12-18T22:10:00.001Z</published><updated>2008-05-16T21:38:22.270+01:00</updated><title type='text'>Conto de Natal</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Boneco de Neve que Ganhou Vida &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R2hSFfuG_TI/AAAAAAAAABQ/RFb8lgvYBF4/s1600-h/v%C3%A1rias+2006+018.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145452828638510386" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px" height="217" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R2hSFfuG_TI/AAAAAAAAABQ/RFb8lgvYBF4/s320/v%C3%A1rias+2006+018.jpg" width="294" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia de Inverno muito frio, mas cheio de sol, a Maria estava em casa, com o nariz colado ao vidro, a ver pela janela o jardim em frente à sua casa, todo branquinho de neve. Estava um bocado aborrecida porque não tinha ninguém com quem brincar naquele dia das férias do Natal. A Árvore de Natal e o Presépio estavam feitos, as bonecas não pareciam muito interessantes naquele momento.&lt;br /&gt;Olhou para o prédio em frente e viu um outro nariz colado noutra janela: era o João, igualmente chateado por estar em casa com uma neve tão fofa lá em baixo e um sol tão convidativo. O João também a viu e, por gestos, convidaram-se um ao outro para irem brincar lá para baixo, para o jardim da praceta. “Vou pedir à minha mãe,” disse a Maria por fim, levantando o braço e fazendo o gesto de falar com uma pessoa grande. E desapareceu da janela.&lt;br /&gt;A mãe ficou muito espantada por, depois de tanto silêncio, ouvir a filha em correria a chamar “Mãeeee! Mãeeeeeee!” Autorizou-a a ir lá para baixo com as recomendações do costume: não falar com desconhecidos, não se afastar para além do jardim, etc. E em menos tempo do que leva a escrevê-lo a Maria calçou as botas, vestiu o kispo, pôs um gorro, um cachecol e calçou as luvas. E aí estava ela, preparada para o frio e para a brincadeira.&lt;br /&gt;Os dois amigos chegaram ao mesmo tempo ao jardim, contentes por terem saído de casa e haver alguma coisa divertida para fazer. Quando ficaram cansados da batalha de bolas de neve (até já tinham neve nas sobrancelhas) decidiram fazer um boneco de neve. Ficou um espectáculo, com um belo nariz de cenoura, olhos de pedrinhas brilhantes, o cachecol da Maria ao pescoço e o gorro do João na cabeça. Os dois amigos afastaram-se um pouco para apreciar a sua obra, satisfeitos. Maria sentia as mãos geladas de ter mexido na neve, por isso meteu-as nos bolsos, para as aquecer. Quando as tirou trazia, na mão direita, uma pilha que tinha guardado ali para pôr no game-boy: “Vou pôr-lhe uma pilha, para ver se ele se mexe”, disse a rir. Fez um buraquinho nas costas do boneco e enfiou lá a pilha que tapou de seguida com um bocadinho de neve.&lt;br /&gt;E então aconteceu uma coisa estranhíssima, que deixou os dois amigos de boca aberta: o boneco transformou-se, piscou os olhos-pedrinhas e começou a mexer-se. “Está a mexer-se, está a mexer-se! Oh! O que é que aconteceu?!” gritou a Maria, aos saltos. “Ah! Já estava farto de estar quieto. Vamos brincar?” disse o boneco, com uma voz um bocado rouca mas perfeitamente compreensível.&lt;br /&gt;Passados os primeiros momentos de estupefacção o João e a Maria, como miúdos que eram, aceitaram o boneco de neve animado com naturalidade: “Queres brincar connosco? Mas tu és um boneco de neve, ainda te desfazes!” “Agora não me desfaço, isso só me acontece quando estou parado,” - respondeu ele e fez uns movimentos, para lhes mostrar que falava verdade.&lt;br /&gt;Daí a pouco estavam não dois mas três amigos em grandes brincadeiras naquele jardim. Brincaram às escondidas, o que deixava o Boneco de Neve em vantagem porque, escondido atrás das árvores, confundia-se com a neve e era difícil de encontrar. No baloiço ele era um bocado desajeitado, mas divertiram-se imenso no carrossel. Ouviam-se gargalhadas e corridas que espantavam os poucos pássaros que ainda paravam por ali.&lt;br /&gt;Por fim a tarde, que é curta nos dias de Inverno, estava a chegar ao fim. Divertidos e cansados os amigos sentaram-se num dos bancos do jardim. O João e a Maria tinham de voltar para casa e estavam com pena de deixar o novo companheiro de brincadeiras, mas também não sabiam como se apresenta aos pais um amigo boneco de neve. Mesmo assim a Maria disse: “Vem comigo.” “Não posso”, disse o Boneco, “se entro na tua casa quente derreto-me, tu sabes. Tenho de ficar aqui. Mas gostei muito das nossas brincadeiras, foi uma tarde muito bem passada.” “Mas ficas aqui sozinho?” perguntou o João, para quem isso era o máximo da tristeza. “Eu também não gosto nada de estar sozinho, mas isso vocês podem resolver: antes de se irem embora façam uma boneca de neve e assim já fico com companhia.” “Mas achas que conseguimos fazer uma que se mexa e fale, como tu?” “Não tem importância, mesmo assim será igual a mim e faz-me companhia.” Deitaram mãos à obra e até o Boneco de Neve ajudou como pôde. Pouco depois estava uma linda boneca de neve erguida junto da árvore mais grossa do jardim, ao abrigo do vento. Desta vez estava ataviada com o cachecol do João e o gorro da Maria. Os olhos eram duas folhas verdes de uma árvore que não perdia as folhas no Outono, o nariz era um pauzinho muito redondo e a boca era a obra-prima: uma flor de Inverno, vermelha. O Boneco de Neve achou a sua companheira fantástica. Despediu-se dos amigos: “Adeus, voltem para casa. Agora eu fico bem”. “Até amanhã”, disseram eles, “amanhã vimos cá ter para brincarmos outra vez, pode ser?”&lt;br /&gt;Mas no dia seguinte, logo a seguir ao pequeno-almoço, quando o João e a Maria, vieram a correr à procura dos bonecos de neve viram, espantados, que não estava lá nenhum deles. Nem havia nenhum monte de neve que lhes mostrasse que se tinham derretido. Só encontraram, no chão junto à árvore grossa, a pilha da Maria. Concluíram que tinham partido os dois, para algum lugar onde o Inverno nunca acabasse. “Talvez tenham ido para o País do Pai Natal, assim não correm o perigo de derreter”, disse a Maria. “Fico contente que o nosso Boneco não tenha ido sozinho”, completou o João. E assim tranquilizados, retomaram as brincadeiras a dois.&lt;br /&gt;Dias depois chegou a véspera de Natal. O único dia do ano em que a Maria desejava que a noite chegasse depressa. Ao contrário dos adultos que, atarefados a preparar os doces e a ceia, desejavam que aquele dia passasse devagar. Bom, mas a noite chegou, com ela o jantar de família, pais, irmãos, primos, tios, tias, avós, enfim uma animação e um divertimento pegado. E finalmente a hora de ir para a cama e deixar a casa sossegada, para permitir que o Pai Natal venha e deixe os presentes ao pé da Árvore. De manhã, muito antes de qualquer outra pessoa, Maria estava na sala, extasiada a olhar para a quantidade de embrulhos que tinham ali aparecido durante a noite. Por cima daquilo tudo havia um envelope com o nome do destinatário claramente escrito, numa letra muito certinha de quem aprendeu a escrever há pouco tempo: “Amiga Maria”. Ela abriu a carta e tirou lá de dentro o que parecia um postal de Boas Festas. Qual não foi o seu espanto quando, olhando com mais atenção, viu ao lado um do outro, com um ar muito contente, o Boneco e a Boneca de neve, cada um com um emblema no cachecol que dizia “Ajudante do Pai Natal”. Nas costas da fotografia (porque era uma fotografia!) havia uma mensagem: “Não nos esquecemos de ti nem do João. Aqui fazem-se óptimas batalhas de neve, mas também trabalhamos muito. Bom Natal e esperamos que gostem dos presentes”.&lt;br /&gt;Não precisamos de dizer que na casa da frente havia também um menino espantado e muito satisfeito, com um envelope que dizia “Amigo João”. “Nós tínhamos razão”, pensou o João, “eles foram para o País do Pai Natal... Para o ano, vou juntar à carta do Pai Natal uma carta para eles. Será que um dia vão convidar-nos para os visitar? Era uma bela ideia!...”  &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SC3vukmn43I/AAAAAAAAADU/XMg7KhtwC5c/s1600-h/P3280028.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201076728061485938" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 155px" height="165" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SC3vukmn43I/AAAAAAAAADU/XMg7KhtwC5c/s200/P3280028.JPG" width="200" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe, João, quem sabe!...&lt;br /&gt;FIM&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-9108331554564900735?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/9108331554564900735/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=9108331554564900735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/9108331554564900735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/9108331554564900735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2007/12/conto-de-natal.html' title='Conto de Natal'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/R2hSFfuG_TI/AAAAAAAAABQ/RFb8lgvYBF4/s72-c/v%C3%A1rias+2006+018.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-4701618449207427559</id><published>2007-11-08T23:42:00.000Z</published><updated>2007-11-09T00:39:14.021Z</updated><title type='text'>O João e a Maria, os amigos do esquerdo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/RzOmmwAeIJI/AAAAAAAAABI/wji8gD_ThOs/s1600-h/DSC01561.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130627585157243026" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/RzOmmwAeIJI/AAAAAAAAABI/wji8gD_ThOs/s200/DSC01561.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/RzOlzQAeIII/AAAAAAAAABA/pMkXaAD14ds/s1600-h/Barcelona+2007+071.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O João e a Maria eram amigos há muito tempo&lt;/strong&gt;, tanto como o que tinham de vida. Quer dizer muito tempo é exagero, porque eles eram novinhos: o João tinha 6 anos, a Maria 7. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Viviam no nº 27 da Rua das Franciscanas, o João no 8º esquerdo, a Maria no 9º esquerdo. Eram os "amigos do esquerdo" como lhes chamavam no café do Sr. Inácio, lá na rua.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O João, era filho único, vivia com os pais, pessoas muito ocupadas e trabalhadoras. Ali muito perto vivia a avó, a mãe da mãe, uma excelente senhora, ainda muito nova, que adorava convidar o neto e os amigos para programas divertidissimos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Maria tinha um irmão mais velho, com 12 anos, um quase adolescente rezingão mas simpático. Viviam com os pais. Tinham também muitos tios, tias, primas e primos. De vez em quando havia lá em casa umas festas de família famosas pela animação e confusão. Claro que o João era convidado a subir e parecia mesmo da família.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui vamos seguir as aventuras do João e da Maria, das suas famílias e dos amigos. Eles nunca param, há sempre alguma coisa a acontecer com estes amigos, por isso estejam com atenção e aguardem. A primeira aventura chega em breve.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-4701618449207427559?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/4701618449207427559/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=4701618449207427559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/4701618449207427559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/4701618449207427559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2007/11/o-joo-e-maria-os-amigos-do-esquerdo.html' title='O João e a Maria, os amigos do esquerdo'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/RzOmmwAeIJI/AAAAAAAAABI/wji8gD_ThOs/s72-c/DSC01561.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384676668989844560.post-362447393853355325</id><published>2007-11-08T23:15:00.000Z</published><updated>2007-11-09T00:40:18.534Z</updated><title type='text'>O Ninho</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/RzOZeAAeIFI/AAAAAAAAAAk/rRPfbgvK_PI/s1600-h/fÃ©rias+do+VerÃ£o+em+Sta+Cruz+002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130613141182226514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/RzOZeAAeIFI/AAAAAAAAAAk/rRPfbgvK_PI/s200/f%C3%A9rias+do+Ver%C3%A3o+em+Sta+Cruz+002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/RzOZegAeIGI/AAAAAAAAAAs/IZp_V9ZRmWw/s1600-h/fÃ©rias+do+VerÃ£o+em+Sta+Cruz+005.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130613149772161122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/RzOZegAeIGI/AAAAAAAAAAs/IZp_V9ZRmWw/s200/f%C3%A9rias+do+Ver%C3%A3o+em+Sta+Cruz+005.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/RzOZfAAeIHI/AAAAAAAAAA0/MxuZfsXXzvI/s1600-h/fÃ©rias+do+VerÃ£o+em+Sta+Cruz+009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130613158362095730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/RzOZfAAeIHI/AAAAAAAAAA0/MxuZfsXXzvI/s200/f%C3%A9rias+do+Ver%C3%A3o+em+Sta+Cruz+009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384676668989844560-362447393853355325?l=osamigosdoesquerdo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/feeds/362447393853355325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7384676668989844560&amp;postID=362447393853355325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/362447393853355325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384676668989844560/posts/default/362447393853355325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osamigosdoesquerdo.blogspot.com/2007/11/blog-post_08.html' title='O Ninho'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16205051689118957361</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/SyLx6jm2BWI/AAAAAAAAAK4/AWx14RGiJow/S220/P1000647.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-JfbajRzmK0/RzOZeAAeIFI/AAAAAAAAAAk/rRPfbgvK_PI/s72-c/f%C3%A9rias+do+Ver%C3%A3o+em+Sta+Cruz+002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
